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Oferta elevada limita reação mais forte do milho

The market of corn voltou a ganhar sustentação nesta quarta-feira, com alta nos contratos futuros e negociações ainda seletivas nas principais regiões produtoras do país. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento na B3 acompanhou a valorização do cereal no mercado internacional, com avanços em Chicago, França e Argentina, enquanto a reta final da colheita segue ampliando a oferta e provocando ajustes pontuais nos preços.

Na B3, o contrato para setembro de 2026 encerrou a R$ 72,00, alta de R$ 0,30 no dia e de R$ 1,03 na semana. Novembro fechou a R$ 78,26, com ganho diário de R$ 0,36, e janeiro de 2027 terminou a R$ 81,47, avanço de R$ 0,33. No mercado físico, a expectativa de maior procura pelo milho brasileiro e argentino ajuda a sustentar as cotações para prazos mais longos.

No Rio Grande do Sul, a liquidez permanece restrita, com negócios entre R$ 58,00 e R$ 65,00 por saca e média estadual de R$ 59,32. Em Santa Catarina, as referências seguem próximas de R$ 60,00, enquanto compradores indicam cerca de R$ 55,00. No Paraná, a menor disposição de venda também sustenta os preços, apesar da oferta elevada com o avanço da segunda safra. A saca recebida pelo produtor fechou a última semana em R$ 56,79, alta de 7,8% sobre a média de julho e de 11% ante agosto de 2025.

As exportações também ganham importância na absorção da produção, embora os embarques ainda estejam abaixo do mesmo período de 2025. Em Mato Grosso do Sul, os preços variam de R$ 50,00 a R$ 55,00 por saca. A demanda da indústria de bioenergia contribui para absorver parte da oferta e reforça as cotações, enquanto produtores mantêm maior firmeza nas vendas e compradores atuam principalmente para reposição.

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