Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Feijão: 7 cuidados para controlar plantas daninhas sem danos

O controle de plantas daninhas no bean durante o crescimento vegetativo exige atenção para evitar competição por luz, água e nutrients sem provocar danos físicos ou fitotoxicidade. Nessa fase, o feijoeiro ainda apresenta baixa capacidade de competição, tornando o manejo integrado essencial para preservar o desenvolvimento e o potencial produtivo da lavoura.

O crescimento vegetativo compreende o período entre a emergência e o início da fase reprodutiva, marcado pela emissão dos primeiros botões florais. É nessa etapa que o feijoeiro concentra esforços na formação das raízes, emissão de folhas trifoliadas, fotossíntese e estabelecimento do porte. Como o feijão é uma cultura de ciclo curto e apresenta crescimento inicial relativamente lento, as primeiras semanas após a emergência são particularmente sensíveis à interferência das plantas infestantes.

A competição precoce pode reduzir o estande e o vigor das plantas, aumentar o estiolamento, favorecer o acamamento e elevar a umidade no dossel. A presença de plantas daninhas também pode dificultar a aplicação de produtos e servir de abrigo para pragas e patógenos.

Manejo de plantas daninhas começa com o monitoramento

A decisão sobre o momento de controle não deve seguir apenas um calendário fixo. O produtor precisa observar o estádio do feijoeiro, o tamanho e as espécies das plantas daninhas e a densidade da infestação.

Plantas daninhas pequenas, ainda em estádios iniciais, tendem a ser mais facilmente controladas. Já espécies perenes ou mais desenvolvidas podem exigir estratégias específicas.

O histórico da área também deve ser considerado. Conhecer o banco de sementes, as espécies predominantes e as condições de cultivo ajuda a definir o método mais adequado para cada talhão.

Em ambientes frios ou sob estresse hídrico, o feijoeiro pode apresentar crescimento mais lento e permanecer por mais tempo exposto à competição. Cultivares com fechamento mais rápido das entrelinhas, por outro lado, podem apresentar maior capacidade de supressão das plantas infestantes.

Métodos culturais ajudam a reduzir a infestação

A rotação de culturas é uma das estratégias preventivas que podem contribuir para reduzir o banco de sementes de plantas daninhas. A alternância entre culturas com diferentes características de manejo também permite diversificar as estratégias de controle.

O uso de palhada no plantio direto pode reduzir a emergência de determinadas espécies, além de ajudar na manutenção da umidade do solo e na redução da amplitude térmica. A escolha de cultivares com crescimento vigoroso também contribui para o manejo. Ao fechar mais rapidamente as entrelinhas, o feijoeiro reduz a quantidade de luz que chega ao solo e dificulta o desenvolvimento de novas plantas daninhas.

Controle mecânico exige cuidado com as raízes

A capina manual pode ser utilizada em pequenas áreas ou em faixas próximas às linhas de plantio, onde o uso de equipamentos pode aumentar o risco de danos às plantas. A operação deve evitar o corte das raízes superficiais e o acúmulo de solo sobre o colo do feijoeiro.

Já a capina mecânica nas entrelinhas pode ser realizada quando as plantas estiverem suficientemente enraizadas e apresentarem porte capaz de suportar pequenas movimentações de solo. Nesse caso, profundidade e velocidade do equipamento precisam ser corretamente ajustadas para reduzir o risco de arrancamento das plantas de feijão.

Herbicidas exigem atenção à seletividade

O controle químico durante o crescimento vegetativo exige atenção ao produto utilizado, ao estádio da cultura e às recomendações de rótulo e bula. Os herbicidas pré-emergentes atuam sobre a emergência das plantas daninhas e precisam ser utilizados conforme as recomendações de dose, época de aplicação, textura e teor de matéria orgânica do solo, além da profundidade de semeadura.

Já os herbicidas pós-emergentes seletivos devem ser registrados para a cultura e aplicados dentro das condições recomendadas para o estádio tanto do feijoeiro quanto das plantas daninhas.

Em determinados sistemas, a aplicação dirigida permite direcionar a calda para as entrelinhas, reduzindo o contato direto com as folhas do feijão. Condições de estresse hídrico intenso, temperaturas muito elevadas ou orvalho excessivo também podem aumentar o risco de fitotoxicidade e reduzir a eficiência do controle.

A escolha do produto, do momento de aplicação e da tecnologia utilizada deve seguir rótulo, bula e receituário agronômico, com acompanhamento de engenheiro(a) agrônomo(a).

Tecnologia de aplicação pode evitar fitotoxicidade

A calibração dos equipamentos é fundamental para garantir que a aplicação atinja as plantas daninhas sem provocar excesso de produto sobre o feijoeiro. Bicos, pressão, volume de calda e velocidade de deslocamento precisam ser ajustados de acordo com a estratégia adotada.

Também é importante evitar a sobreposição de faixas de aplicação, especialmente em áreas irregulares ou próximas a terraços. A concentração excessiva de produto em determinados pontos pode aumentar o risco de fitotoxicidade. Após a aplicação, o produtor deve monitorar a lavoura. Manchas cloróticas, necroses, encarquilhamento das folhas ou redução significativa do crescimento devem ser avaliados com assistência técnica.

Fertilidade e irrigação também interferem no controle

O manejo de plantas daninhas precisa estar integrado às demais práticas agronômicas. Uma lavoura com fertilidade equilibrada tende a apresentar crescimento mais vigoroso e maior capacidade de competir com as plantas infestantes.

A irrigação também exige planejamento. Embora lâminas adequadas favoreçam o desenvolvimento do feijão, elas podem estimular a emergência de plantas daninhas. Por isso, o momento da irrigação deve ser conciliado com as janelas de controle químico ou mecânico.

O controle de pragas e doenças também tem relação com a capacidade de competição da cultura. Plantas debilitadas apresentam menor crescimento vegetativo e podem perder capacidade de suprimir o desenvolvimento das plantas daninhas.

Período vegetativo define o potencial da lavoura

Quanto mais cedo e intensa for a infestação durante o crescimento vegetativo, maior tende a ser o impacto sobre a produtividade, mesmo quando as plantas daninhas são controladas posteriormente. Por isso, o manejo deve priorizar a proteção do feijoeiro durante o período crítico de prevenção da interferência.

A estratégia mais segura combina monitoramento, rotação de culturas, palhada, escolha adequada de cultivares, controle mecânico quando indicado e uso criterioso de herbicidas registrados.

O produtor também deve registrar os manejos realizados em cada talhão, incluindo produto, data e condições de aplicação. Essas informações ajudam a aperfeiçoar as decisões nas próximas safras. O uso de herbicidas deve obedecer à legislação vigente, ao rótulo, à bula e ao receituário agronômico. Também devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, além de serem observadas as orientações para limpeza e descarte de embalagens.

THE MM Cereais works with the best grains on the market and also keeps you up to date with the latest news and analyses on agribusiness.
Don't forget to follow our social networks.

Access News Source