A suinocultura registrou crescimento de 9,71% no valor bruto da produção em 2025, impulsionada pela alta de 5,01% nos preços e pelo aumento de 4,48% na produção anual, de acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
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Apesar de revisões para baixo nas estimativas ao longo do ano, o desempenho foi sustentado pela expansão da produção, pela melhora relativa nos custos e pelo recorde nas exportações, que garantiram maior escoamento da carne no mercado externo.
No quarto trimestre, os preços do suíno vivo apresentaram comportamento mais estável. Em outubro, houve recuo nas principais regiões produtoras, pressionado pela redução da demanda doméstica, especialmente na segunda metade do mês. O consumo mais retraído após as altas registradas em setembro dificultou a manutenção das cotações.
Ainda assim, o movimento foi interpretado como ajuste após o pico de preços do mês anterior. Em novembro e dezembro, o mercado se manteve estável nas principais praças, com equilíbrio entre a oferta de animais e a demanda da indústria frigorífica.
Esse cenário indicou maior alinhamento ao longo da cadeia produtiva, com produtores operando com rentabilidade positiva e frigoríficos
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mantendo o fluxo de comercialização no mercado interno e externo.
Mesmo com a valorização do milho e do farelo de soja no período, os custos de produção permaneceram sob controle, já que os preços desses insumos ficaram abaixo da média anual, reduzindo pressões mais intensas sobre a atividade ao longo de 2025.
