A bovinocultura de corte registrou crescimento de 23,71% no valor bruto da produção em 2025, resultado da alta de 15,84% nos preços e do aumento de 6,79% na produção. O desempenho foi revisado para baixo em relação à estimativa anterior, que indicava expansão superior a 30%, refletindo a perda de intensidade no movimento de valorização ao longo do segundo semestre.
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O mercado do boi gordo apresentou mudanças no padrão de comercialização ao longo do ano, com maior uso de contratos antecipados entre pecuaristas e frigoríficos. Esse modelo reduziu a volatilidade das cotações e contribuiu para alongar as escalas de abate, especialmente no quarto trimestre.
Em outubro, os preços continuaram em alta, mas em ritmo inferior ao observado historicamente para o período, já que parte significativa da oferta estava previamente negociada. As cotações se mantiveram firmes, com variações regionais relacionadas à disponibilidade de animais.
No mercado de reposição, os preços avançaram de forma mais intensa. Bezerros e bois magros registraram valorização acima do boi gordo, refletindo menor oferta de animais jovens e aumento da demanda por confinamento. No mesmo período, as exportações atingiram recorde mensal, com mais de 320 mil toneladas embarcadas.
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Em novembro, o comportamento do mercado seguiu semelhante, com altas moderadas nas médias regionais. Em dezembro, houve leve recuo nas cotações, mantendo o padrão de estabilidade observado ao longo do segundo semestre.
No acumulado do ano, a pecuária bovina brasileira registrou um dos maiores desempenhos da série. O Brasil superou os Estados Unidos e assumiu a liderança na produção mundial de carne bovina, segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). As exportações ultrapassaram pela primeira vez a marca de 3 milhões de toneladas, somando cerca de 3,46 milhões no ano.
A China permaneceu como principal destino da carne brasileira, seguida pelos Estados Unidos. A produção nacional avançou com aumento do abate, especialmente de fêmeas, e maior participação do confinamento, consolidando 2025 como um período de forte demanda externa, crescimento da oferta e menor oscilação de preços no mercado interno.
