
A escolha da planta de cobertura pode interferir diretamente no desempenho da soja cultivada em sequência. Um estudo realizado na safra 2025/26, em Rio Verde (GO), registrou ganhos de produtividade de até 8,1 sacas por hectare em comparação ao cultivo da oleaginosa após milho.
Conduzida pelo GAPES ICT, a pesquisa avaliou seis tratamentos. A área de referência, com milho isolado antes da soja, alcançou 77,1 sacas por hectare. Com a braquiária híbrida Mavuno, a produtividade subiu para 83,7 sacas, avanço de 6,6 sacas por hectare. O Mix de Cobertura da Wolf Seeds apresentou o maior resultado, com 85,2 sacas por hectare, 8,1 sacas acima da referência.
Os demais tratamentos produziram 81,1 sacas por hectare com BRS Piatã, 79,2 com Ruziziensis e 79,4 com o Mix de Pastejo. O trabalho também avaliou compactação, estande, altura das plantas, produtividade acumulada do sistema e atributos químicos do solo.
A análise identificou correlação positiva moderada entre o fósforo remanescente no solo e a produtividade da soja. O Mix de Cobertura apresentou redução de 14,55% no teor do nutriente, enquanto os demais tratamentos tiveram quedas superiores a 25%. Já a maior produção de biomassa, isoladamente, não apresentou correlação significativa com o rendimento da soja.
“Quando você coloca na ponta do lápis o custo da semente e o retorno em sacas de soja, a conta fecha muito a favor do produtor. Fizemos a estimativa em uma propriedade de 10 mil hectares e, mesmo com um investimento inicial mais alto, o retorno do Mavuno ultrapassa com folga o de outras coberturas do mercado”, conclui Tiago Penha Pontes, engenheiro agrônomo e gerente técnico da Wolf Seeds.
