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Soybean harvest grows without expansion of planted area, analysis shows.

The Brazilian harvest of soy 2026/27 começa a ser projetada com novo recorde, mas sob maior atenção ao clima e sem avanço de área. A estimativa inicial considera que o crescimento da produção dependerá da produtividade, em um cenário de El Niño forte e de riscos distintos entre as regiões produtoras.

A AgResource Brasil estima 184,1 milhões de toneladas, 3,6 milhões acima das 180,5 milhões de 2025/26 e 1,9 milhão abaixo das 186 milhões projetadas pelo USDA. O cálculo mantém a área estável e incorpora desconto climático de 4,9 milhões de toneladas ligado ao El Niño.

O impacto projetado não é uniforme. O MATOPIBA concentra redução de cerca de 3,9 milhões de toneladas, Mato Grosso responde por 2,7 milhões e Goiás por 1 milhão. Parte das perdas seria compensada por ganho de aproximadamente 2,5 milhões no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

O histórico mostra que, em sete safras com ONI de verão igual ou superior a 1,0 °C, a chuva entre outubro e dezembro ficou 28,2% abaixo da média no MATOPIBA e 7,5% abaixo no Centro-Oeste, enquanto o Sul recebeu 50,7% mais precipitação. Em Mato Grosso, o padrão aponta maior risco de atraso no plantio, com efeito potencial sobre a janela do milho de segunda safra.

A consultoria ressalta que a chuva no período de plantio não explica, historicamente, a produtividade final da soja ou do milho safrinha. Em testes de estresse, a repetição de 2023/24 levaria a produção a 179,8 milhões de toneladas, enquanto o padrão de 2015/16 reduziria o volume a 173,8 milhões. Os números não são tratados como cenários prováveis.

A projeção será revisada conforme as chuvas, sobretudo entre janeiro e março. O estudo indica efeito nacional estatisticamente nulo do El Niño, mas diferenças regionais relevantes para risco, crédito e planejamento agrícola.

 

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