Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Weeds: winter management protects irrigated rice.

O pré-plantio do rice irrigado, entre junho e agosto, é estratégico para reduzir o banco de sementes de plantas daninhas e evitar a seleção de biótipos resistentes a herbicidas. O manejo envolve preparo da área, controle de rice vermelho e capim-rice, uso criterioso de herbicidas, rotação de mecanismos de ação e manejo da água.

No arroz irrigado, o pré-plantio compreende o período entre a colheita da safra anterior e a semeadura do próximo cultivo. A fase inclui pousio, eventual cultivo de inverno, manejo da água, dessecações sucessivas e preparação para a instalação da lavoura.

Nesse período, o produtor precisa controlar rebrotas de arroz guaxo e arroz vermelho, além de reduzir os fluxos iniciais de gramíneas, ciperáceas e outras invasoras. O objetivo não é apenas deixar a área aparentemente limpa. O manejo busca reduzir a pressão de seleção sobre os herbicidas e evitar que um mesmo mecanismo de ação seja utilizado repetidamente ao longo dos anos.

Segundo as referências técnicas citadas no material, a combinação de estratégias culturais, mecânicas, de manejo da água e químicas é fundamental para diminuir a dependência de aplicações sucessivas de herbicidas de um mesmo grupo.

Cada aplicação de herbicida funciona, na prática, como uma peneira. As plantas suscetíveis são eliminadas, enquanto indivíduos tolerantes ou resistentes podem sobreviver e produzir sementes. Quando a mesma “peneira” é utilizada repetidamente, a população resistente tende a aumentar. Por isso, a alternância de mecanismos de ação e a integração com outras práticas são importantes para desacelerar esse processo.

O mecanismo de ação corresponde ao local ou processo específico da planta atingido pelo herbicida. Entre os exemplos estão a inibição da ALS, da ACCase, do fotossistema II e da EPSPS. A resistência pode ocorrer por alterações no sítio de ação, que dificultam a ligação do produto, ou por mecanismos de detoxificação e outros processos fisiológicos.

Entre as espécies problemáticas da orizicultura irrigada estão o arroz vermelho, o capim-arroz, as ciperáceas e algumas plantas de folhas largas. Essas espécies apresentam variabilidade genética e elevada capacidade de produção de sementes. Em sistemas sem rotação de culturas e com repetição dos mesmos herbicidas, aumenta o risco de multiplicação de biótipos resistentes.

O uso repetitivo, por vários anos, de herbicidas com o mesmo mecanismo de ação está entre os fatores que mais favorecem a seleção de resistência. Também contribuem para o problema as dessecações tardias ou mal executadas, a ausência de rotação de culturas e o manejo inadequado da lâmina de água.

A rotação de mecanismos de ação ao longo do ano está entre as principais estratégias preventivas. A medida pode ser associada ao uso criterioso de herbicidas residuais, controle mecânico pontual de escapes e adoção de culturas alternativas de inverno. O manejo antecipado do arroz guaxo e do arroz vermelho evita que essas plantas completem o ciclo e reabasteçam o banco de sementes do solo.

Em áreas com reboleiras persistentes, o controle mecânico localizado também pode reduzir a população de plantas expostas aos herbicidas e impedir que essas manchas funcionem como focos de disseminação. O manejo da palha é outra ferramenta. A manutenção de cobertura adequada pode dificultar a emergência de algumas espécies e reduzir a quantidade de plantas que posteriormente precisarão ser controladas quimicamente.

Quando o sistema produtivo permite, a rotação com outras culturas em anos alternados é uma das estratégias mais eficientes para quebrar ciclos de plantas daninhas.

A mudança da cultura também altera os momentos e as formas de intervenção, reduzindo a exposição contínua de uma mesma população às mesmas ferramentas químicas. O cultivo de espécies alternativas durante o inverno pode contribuir para suprimir plantas daninhas, interromper ciclos e reduzir o aporte de novas sementes ao solo.

O manejo da água integra o sistema de controle de plantas daninhas do arroz irrigado. Uma lâmina contínua e bem manejada pode atuar como ferramenta complementar de supressão de determinadas espécies.

Por isso, o programa de herbicidas deve ser planejado em conjunto com o manejo da água, e não como uma estratégia isolada.

A escolha de cultivares também pode contribuir. Materiais com rápido perfilhamento e maior capacidade de cobertura do solo favorecem a competição do arroz com as invasoras. A densidade de semeadura pode ser ajustada para acelerar o fechamento das entrelinhas, enquanto o manejo da fertilidade deve favorecer o desenvolvimento da cultura sem estimular excessivamente as plantas daninhas.

Antes do plantio, o produtor deve realizar um levantamento das plantas daninhas presentes na entressafra, identificando as espécies e estimando suas densidades.

Também é importante registrar os herbicidas e mecanismos de ação utilizados nas últimas safras. Esse histórico ajuda a identificar áreas submetidas à pressão repetitiva de determinados grupos. A presença de plantas sobreviventes a doses usuais, reboleiras persistentes e falhas localizadas de controle pode indicar suspeita de resistência.

Nessas situações, o material recomenda buscar apoio técnico para testar combinações e sequências de herbicidas com mecanismos de ação diferentes e reforçar medidas não químicas.

Na etapa imediatamente anterior à semeadura, a dessecação deve considerar o mecanismo de ação do herbicida que será utilizado posteriormente na pós-emergência. A aplicação deve ocorrer em condições adequadas de umidade, temperatura e estágio das plantas daninhas. O objetivo é evitar condições que resultem em controle insuficiente e favoreçam a sobrevivência de indivíduos.

Quando tecnicamente indicado, produtos com mecanismos de ação distintos podem ser associados, sempre respeitando as recomendações oficiais. O uso de misturas, porém, não substitui a rotação de mecanismos de ação ao longo dos anos. A estratégia precisa fazer parte de um programa integrado de manejo.

A primeira etapa ocorre após a colheita e tem como objetivo impedir que rebrotas e plantas remanescentes produzam novas sementes. Na entressafra, o produtor pode optar por pousio, cultivo de inverno ou manejo químico e mecânico, buscando reduzir a presença de plantas daninhas adultas.

Já na pré-semeadura, o foco passa para o ajuste final da cobertura, umidade do solo, lâmina de água, quando aplicável, e controle dos fluxos de plantas emergidas. Esse planejamento reduz a necessidade de depender de um único mecanismo de ação durante todo o ciclo.

A seleção de plantas resistentes pode provocar falhas de controle logo no início da safra. Como consequência, aumenta a necessidade de retrabalho e aplicações adicionais. A perda de opções eficientes também eleva a pressão de competição por luz, água e nutrientes, podendo comprometer o estande e o potencial produtivo do arroz. O impacto também aparece nos custos. Herbicidas alternativos podem ser mais caros, enquanto o monitoramento e as operações mecânicas adicionais aumentam o consumo de combustível e o tempo de máquina.

No longo prazo, permitir que plantas resistentes produzam sementes significa ampliar o banco de sementes problemático do solo, afetando não apenas a safra atual, mas também os ciclos seguintes.

O uso de herbicidas deve seguir rigorosamente bula e receituário agronômico. O material recomenda utilizar somente produtos registrados para a cultura e para a modalidade de uso pretendida. Também devem ser respeitados doses, épocas de aplicação, intervalos de segurança e condições ambientais indicadas.

A calibração dos equipamentos é igualmente importante para evitar distribuição irregular. Faixas com subdose podem favorecer sobreviventes, enquanto aplicações excessivas aumentam riscos ambientais e de fitotoxicidade.

Durante o manuseio e a aplicação, devem ser utilizados os equipamentos de proteção individual indicados. O descarte de embalagens e o manejo de sobras de calda também precisam seguir a legislação vigente.

A suspeita de resistência deve ser discutida com a assistência técnica e, quando possível, encaminhada para avaliação mais aprofundada. O problema ultrapassa os limites de uma propriedade. A perda de eficácia de um herbicida importante pode afetar todo o sistema produtivo de uma região.

Por isso, o manejo do pré-plantio deve combinar histórico da área, rotação de mecanismos de ação, controle antecipado das principais espécies, culturas de inverno, manejo da palha, estratégias mecânicas e uso adequado da água.

A adoção desse conjunto de práticas ajuda a reduzir a velocidade de seleção de biótipos resistentes, prolongar a eficácia dos herbicidas disponíveis e sustentar a produtividade do arroz irrigado.

THE MM Cereais It works with the best rice grains on the market and also keeps you up-to-date on the latest news and analysis about agribusiness.
Don't forget to follow our social networks.

Access News Source