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Fungicida mira ferrugem e mancha-alvo na nova safra

O mercado de Fungicidas para soja terá uma nova opção na safra 2026-27, em um cenário de atenção redobrada para doenças como ferrugem asiática e mancha-alvo. A expectativa de atraso na semeadura, chuvas irregulares no Cerrado e excesso de precipitações no Sul pode favorecer o desenvolvimento e até antecipar a ocorrência de doenças ao longo do ciclo.

A Sipcam Nichino Brasil lança neste mês o Cortina Gold, fungicida que reúne, em mistura pronta, os ingredientes ativos protioconazole e clorotalonil. Segundo a empresa, a tecnologia combina ação sistêmica, de contato e multissítio e foi validada por quase 25 instituições de pesquisa e consultorias antes de chegar ao mercado.

Os trabalhos de avaliação foram realizados durante dois anos. Em estudos conduzidos pela Fundação MS, o produto alcançou produtividade de 4,8 mil quilos por hectare, a maior registrada na pesquisa. Nos Ensaios de Rede, apresentou produtividade próxima de 4,6 mil quilos por hectare e controle de 60% da ferrugem, com resultados acima dos tratamentos-padrão avaliados.

Nos testes coordenados pela Fundação Mato Grosso, a tecnologia atingiu até 84% de efetividade no controle da mancha-alvo. Nos tratamentos utilizados como comparação, os índices ficaram entre 46% e 80%.

De acordo com o gerente de portfólio de produtos e cultivos extensivos, Eric Ono, a formulação reúne um triazol e um multissítio, com rápida absorção pela planta e atuação protetora, curativa e erradicadora. A empresa também destaca o baixo risco de desenvolvimento de resistência dos patógenos. Além da soja, o fungicida possui registro para uso no algodão, contra mancha de ramulária, e no milho, para controle de cercosporiose.

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