O governo brasileiro concluiu as negociações que autorizam a exportação de ovos e produtos derivados para a Coreia do Sul, ampliando o acesso da avicultura nacional a um dos mercados mais relevantes da Ásia. A abertura envolve produtos destinados tanto ao consumo direto quanto à indústria de alimentos, segmento que mantém demanda crescente por ingredientes processados e proteínas de origem animal.
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O avanço ocorre em um momento de intensificação das relações comerciais e sanitárias entre Brasil e Coreia do Sul, especialmente após a missão presidencial realizada ao país asiático em fevereiro deste ano. Na ocasião, os governos assinaram memorandos de entendimento voltados à cooperação em agricultura, medidas sanitárias e fitossanitárias, bioinsumos, inovação e desenvolvimento rural.
Além do impacto comercial imediato, o acordo é visto como estratégico para ampliar a diversificação dos mercados compradores da proteína animal brasileira, em um cenário internacional marcado por exigências sanitárias cada vez mais rigorosas e maior competição entre exportadores globais.
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A Coreia do Sul já figura entre os importantes destinos do agronegócio brasileiro. Em 2025, as exportações do setor para o país somaram US$ 2,4 bilhões, com destaque para produtos como farelo de soja, carne de aves, café, soja em grão, milho, algodão, couro e fumo.
A habilitação para embarques de ovos e derivados amplia o portfólio de produtos brasileiros autorizados a acessar o mercado sul-coreano e pode abrir espaço para novos negócios da cadeia avícola, principalmente em segmentos ligados à indústria alimentícia e ingredientes processados.
O governo brasileiro avalia que o fortalecimento do diálogo sanitário entre os dois países foi decisivo para o avanço das tratativas. A agenda conduzida durante a missão oficial reforçou negociações técnicas em áreas consideradas estratégicas para ampliação do comércio agropecuário bilateral.
O agronegócio brasileiro alcança 602 aberturas de mercado desde o início de 2023, movimento que integra a estratégia do país de ampliar destinos para produtos agropecuários e reduzir dependência de mercados tradicionais.
