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Produção global de soja deve atingir 442 milhões de toneladas e Brasil amplia liderança, aponta USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a projeção para a produção mundial de soja na safra 2026/27 e manteve o Brasil na liderança global da commodity. Segundo o relatório do Radar Agro da Consultoria Agro Itaú BBA divulgado em maio, a produção global deve alcançar 442 milhões de toneladas, alta de 3% em relação ao ciclo anterior.

Foto: Sistema CNA/Senar

O documento projeta que o Brasil produzirá 186 milhões de toneladas de soja em 2026/27, acima das 180 milhões estimadas para 2025/26. O volume representa crescimento de 3,3% e reforça a posição brasileira como principal produtor mundial da oleaginosa.

O USDA também aponta aumento das exportações brasileiras, estimadas em 117,5 milhões de toneladas na próxima temporada, contra 115 milhões no ciclo anterior. Já o esmagamento doméstico deve subir de 61,5 milhões para 65 milhões de toneladas, refletindo maior demanda interna da indústria.

Entre os principais fatores monitorados pelo mercado está a demanda chinesa. O relatório estima importações de soja pela China em 114 milhões de toneladas em 2026/27, acima das 112 milhões previstas para 2025/26. O consumo chinês deve atingir 135 milhões de toneladas. “O USDA projeta importação da China em 114 milhões de toneladas, versus 114 milhões de toneladas em 2025/26”, destaca o relatório ao apontar a continuidade da demanda asiática pela oleaginosa brasileira.

Apesar do crescimento da produção global de soja, o relatório mostra redução na relação estoque/consumo mundial, que deve cair de 29% para 28%, sinalizando menor folga no abastecimento internacional.

Milho terá estoques globais menores

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

No milho, o USDA projeta produção mundial de 1,295 bilhão de toneladas em 2026/27, leve queda de 1% frente ao ciclo anterior. Mesmo assim, o Brasil deve ampliar sua produção para 139 milhões de toneladas, acima das 135 milhões estimadas para 2025/26.

A estimativa para exportações brasileiras de milho subiu para 44 milhões de toneladas, enquanto o consumo doméstico deve atingir 97 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pelos segmentos de ração e indústria.

Nos Estados Unidos, o USDA prevê redução da produção de milho de 432,3 milhões para 406,3 milhões de toneladas, além de queda das exportações de 83,8 milhões para 80 milhões de toneladas. “O USDA estima redução das exportações dos EUA em 2026/27, de 83,8 para 80 milhões de toneladas”, informa o documento.

O balanço global do cereal mostra redução dos estoques finais mundiais para 278 milhões de toneladas, queda de 7% na comparação anual. A relação estoque/consumo recua de 23% para 21%, indicando cenário mais ajustado de oferta.

Trigo e algodão registram retração na oferta

Foto: Gilson Abreu/AEN

Para o trigo, o USDA estima produção mundial de 819 milhões de toneladas em 2026/27, retração de 3% frente ao ciclo anterior. O consumo global, porém, deve atingir recorde de 819 milhões de toneladas.

Nos Estados Unidos, a produção deve cair de 54 milhões para 42 milhões de toneladas, enquanto a safra brasileira foi projetada em 6,7 milhões de toneladas, queda de quase 15% em relação à temporada anterior. “O USDA projeta produção mundial de trigo em 819 milhões de toneladas, queda de 3% ante 2025/26”, registra o relatório.

No algodão, a projeção é de redução da produção global para 25,3 milhões de toneladas, queda de 5%. A safra brasileira deve recuar de 4,2 milhões para 3,8 milhões de toneladas em 2026/27.

Mesmo com menor produção, o USDA prevê aumento das exportações brasileiras de algodão para 3,3 milhões de toneladas. O estoque final global da fibra deve cair de 16,8 milhões para 15,6 milhões de toneladas. “O estoque final global de algodão em 2026/27 foi projetado em 15,6 milhões de toneladas, versus 16,8 milhões de toneladas em 2025/26”, aponta o documento.

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