
A soja 2026/27 no Paraná começa com previsão de produção recorde de 22,6 milhões de toneladas, em área estimada de 5,76 milhões de hectares. Segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), na quinta-feira (27), a produtividade média esperada supera 3.900 quilos por hectare, mas o clima será determinante para confirmar o resultado.
O Deral divulgou, na última semana de agosto, a primeira estimativa para a safra de soja 2026/27 no Paraná. A projeção inicial indica uma produção recorde de 22,6 milhões de toneladas, com área estimada em 5,76 milhões de hectares. A estimativa representa aumento marginal da área em comparação com o ciclo anterior e mantém a soja como principal cultura da agricultura paranaense. A produtividade média esperada para o Estado supera 3.900 quilos por hectare, indicando elevado potencial produtivo para a nova temporada.
Apesar da perspectiva favorável, a confirmação do volume projetado dependerá principalmente das condições climáticas durante o ciclo da cultura. Segundo dados divulgados pelo Deral, a safra 2026/27 começa sob influência do fenômeno El Niño, que tende a aumentar a frequência de chuvas no Sul do Brasil, especialmente durante a primavera.
No Paraná, o principal risco associado ao fenômeno é a ocorrência de precipitações frequentes e excesso de umidade. Esse cenário poderá interferir nos trabalhos de plantio, na colheita e na realização dos tratos culturais ao longo do desenvolvimento das lavouras.
Os meses de setembro e outubro merecem atenção especial porque coincidem com o período de implantação e estabelecimento de grande parte das lavouras. Segundo dados divulgados pelo Deral, chuvas persistentes podem dificultar o plantio e reduzir as janelas de operação disponíveis para os produtores. Entre novembro e janeiro, durante fases importantes de desenvolvimento, floração e enchimento de grãos, tanto o excesso de chuva quanto eventuais períodos de deficiência hídrica poderão afetar o potencial produtivo. O excesso de precipitações também pode voltar a ser um problema no fim do ciclo. Em fevereiro e março, chuvas muito acima da média poderão impactar os trabalhos de colheita e dificultar o avanço das operações no campo.
A expectativa inicial para a soja paranaense é positiva, mas o desempenho efetivo da safra ainda dependerá da evolução do clima. Segundo dados divulgados pelo Deral, o comportamento das condições meteorológicas será determinante para transformar o potencial produtivo projetado em uma nova safra recorde no Paraná.
