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Consultoria aponta pressão nos preços da soja

O mercado de soja enfrenta pressão nos preços enquanto o excesso de umidade limita o plantio em parte das regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a queda de Chicago e do dólar reduz a sustentação das ofertas em reais, em meio a ritmos distintos de implantação da safra.

No Rio Grande do Sul, a saca em Ijuí recuou 0,34%, para R$ 145,00, enquanto Passo Fundo manteve R$ 146,50. Na região de Santa Rosa, a semeadura alcança 6% da área projetada, conforme a Emater/RS-Ascar. A umidade restringe as operações, e a retomada depende das condições de acesso e tráfego em cada área.

Em Santa Catarina, Abelardo Luz mantém a referência de R$ 149,00 por saca, na condição FOB. Em Itapiranga, a Epagri relata cautela com o excesso de água e preferência de parte dos produtores pelo milho, situação municipal que não permite concluir uma mudança equivalente em todo o Estado.

No Paraná, o plantio está praticamente paralisado pelas chuvas. O último levantamento do Deral indica 39% da área prevista semeada, ainda dentro do calendário. As referências são de R$ 155,00 em Paranaguá, R$ 144,00 em Cascavel e R$ 148,00 em Ponta Grossa.

Em Mato Grosso do Sul, a Aprosoja/MS registra 459,2 milímetros em Dourados entre o início de setembro e meados de outubro, com preocupação sobre a saturação do solo. Maracaju mantém R$ 138,00 por saca e Sidrolândia, R$ 137,00.

Já Mato Grosso tem 51,86% da área plantada, após avanço semanal de 18,58 pontos percentuais, segundo o Imea. No disponível, Lucas do Rio Verde caiu R$ 0,60, para R$ 135,30. Outras quatro praças recuaram R$ 0,50. Com preços menores, despesas fixas exigem mais sacas, reforçando a atenção aos prazos de pagamento e retirada.

 

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