
O mercado do boi gordo iniciou esta terça-feira (20) com preços estáveis em São Paulo, enquanto a Bahia e o Acre registraram altas nas cotações, segundo dados divulgados pelo informativo Tem Boi na Linha. Com oferta restrita de animais e compras limitadas por parte dos frigoríficos, os negócios paulistas começaram o dia em ritmo lento, enquanto as exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem abaixo do volume diário registrado em outubro de 2025.
Em São Paulo, após a alta na cotação da vaca registrada na segunda-feira (19), o mercado abriu o dia com poucos negócios e preços estáveis. Os negociadores aguardavam sinais mais claros sobre a direção das cotações ao longo da semana.
A oferta de boiadas estava contida, e os frigoríficos compravam apenas o necessário para manter o fluxo das escalas de abate. Segundo dados divulgados pelo Tem Boi na Linha, as programações estavam, em média, para sete dias.
Na Bahia, a oferta enxuta de animais impulsionou os preços do boi gordo. Segundo dados divulgados pelo informativo Tem Boi na Linha, a cotação subiu R$ 7,00 por arroba na região Sul e R$ 5,00/@ na região Oeste.
No Acre, a cotação do boi gordo avançou R$ 5,00/@ na comparação diária. Para as demais categorias de bovinos, os preços permaneceram estáveis.
O cenário regional mostra diferenças no comportamento do mercado pecuário, com estabilidade em São Paulo e valorização do boi gordo nas duas regiões baianas e no Acre.
As exportações brasileiras de carne bovina in natura somaram 107,8 mil toneladas até a terceira semana de outubro. A média diária de embarques ficou em 9,8 mil toneladas, volume 32,7% inferior ao registrado em outubro de 2025, quando o indicador alcançou 14,6 mil toneladas por dia.
Apesar da queda na comparação anual, houve melhora em relação à segunda semana deste mês. Segundo os dados divulgados no informativo Tem Boi na Linha, a média diária passou de 8,8 mil para 9,8 mil toneladas, enquanto a retração frente a outubro do ano passado diminuiu de 39,9% para 32,7%. O resultado indica recuperação dos embarques ao longo do mês, embora o ritmo das exportações ainda permaneça abaixo do observado no mesmo período de 2025.
A cotação média da tonelada de carne bovina in natura exportada pelo Brasil chegou a US$ 6,2 mil até a terceira semana de outubro. O valor representa alta de 12,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando a média era de US$ 5,5 mil por tonelada.
Segundo dados divulgados pelo informativo Tem Boi na Linha, o volume embarcado nos 11 dias úteis considerados corresponde a 33,6% das 320,5 mil toneladas exportadas durante todo o mês de outubro do ano passado. O faturamento acumulado alcançou US$ 671,5 milhões, equivalente a 37,8% dos US$ 1,78 bilhão registrados em outubro de 2025.
A comparação considera que os 11 dias úteis representam metade dos 22 dias úteis de outubro do ano passado. Nesse cenário, o preço médio mais elevado contribui para explicar por que a participação da receita acumulada supera a proporção do volume embarcado em relação ao total exportado no mês de 2025.
O comportamento das cotações internas, a disponibilidade de animais para abate e a evolução dos embarques internacionais seguem como pontos de atenção para o mercado do boi gordo ao longo de outubro.
