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Plantio avança e mercado de milho mantém cautela

O mercado de milho no Sul do país e em Mato Grosso do Sul segue com negócios pontuais, produtores seletivos e compradores voltados à reposição. Segundo a TF Agroeconômica, o avanço do plantio da safra 2026/27 contrasta com a cautela na comercialização e o ritmo mais lento das exportações.

No Rio Grande do Sul, os preços variam de R$ 60 a R$ 69 por saca. A média estadual da Emater subiu 1,84%, para R$ 62,67, enquanto Cruz Alta mantém referência de R$ 75. Conforme a Conab, a semeadura chegou a 78% da área, ante 72% na semana anterior, acima da média histórica. Temporais na Campanha e nas Missões causaram danos às lavouras e a estruturas de irrigação.

Em Santa Catarina, as referências estão próximas de R$ 60 por saca, mas a demanda gira em torno de R$ 55, dificultando os negócios. O estado continua dependente de milho de outras regiões. O plantio alcançou 65%, contra 63,8% na semana anterior. As lavouras apresentam bom desenvolvimento no Oeste e Extremo-Oeste, embora as chuvas excessivas dificultem os trabalhos e aumentem os riscos de perdas.

No Paraná, as indicações também estão próximas de R$ 60 por saca, diante de demanda ao redor de R$ 55 CIF. A semeadura avançou de 56% para 72%, favorecida pelas chuvas, mas as cotações recuaram. No Norte Central, a saca ficou em R$ 66,44; no Centro Oriental, em R$ 65,55; e no Oeste, em R$ 58,06. Os compradores evitam formar estoques maiores.

Em Mato Grosso do Sul, as cotações oscilam entre R$ 53 e R$ 56 por saca, com quedas após uma sequência de altas. Dourados teve o maior recuo, enquanto Maracaju registrou leve valorização. A indústria de bioenergia absorve parte da oferta, mas os demais compradores seguem focados na reposição.

 

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