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Milho: colheita da segunda safra chega a 98,1%

A colheita do milho segunda safra 2026 alcançou 98,1% da área plantada, enquanto a semeadura do milho primeira safra 2026/27 chegou a 17,6% da área prevista. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o avanço ocorre em meio a impactos das chuvas e à atenção com pragas em diferentes estados.

A colheita do milho segunda safra está praticamente concluída nas principais regiões produtoras. Em Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Maranhão, Bahia e Piauí, os trabalhos já foram finalizados. No Pará e em Mato Grosso do Sul, a colheita está na reta final. Em Minas Gerais, as operações também estão praticamente encerradas.

Em São Paulo, o avanço da colheita foi interrompido pelas fortes chuvas registradas durante a semana. No Paraná, 93% da área já havia sido colhida, com as lavouras, em geral, apresentando bom desenvolvimento. As chuvas também provocaram interrupções nas operações no Paraná e causaram tombamento de plantas em algumas áreas devido às rajadas de vento.

Segundo dados divulgados pela Conab, 17,6% da área prevista para o milho primeira safra 2026/27 já havia sido semeada. No Rio Grande do Sul, as condições climáticas favorecem o avanço do plantio, que já ultrapassou metade da área prevista. O estabelecimento das lavouras é considerado satisfatório. As geadas registradas nos dias 6 e 7 de setembro atingiram áreas em desenvolvimento vegetativo e provocaram danos. O controle da cigarrinha-do-milho e de percevejos continua entre os principais pontos de atenção.

Em Santa Catarina, o plantio avança nas regiões Oeste e Extremo Oeste. Predominam as fases de emergência e desenvolvimento vegetativo, com estabelecimento satisfatório.

Nas áreas com solos muito úmidos, porém, aumenta o risco de falhas na emergência das plantas. O monitoramento está concentrado na cigarrinha-do-milho, na lagarta-do-cartucho e nos percevejos. No Paraná, a maior parte das lavouras está em emergência e apresenta bom desenvolvimento vegetativo. As chuvas interromperam a semeadura, enquanto os ataques de cigarrinha-do-milho exigem atenção.

As exportações brasileiras de milho acumuladas até agosto de 2026 somaram 14,5 milhões de toneladas, ante 15,7 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior, segundo dados divulgados pela Conab. Os Portos do Arco Norte responderam por 48,98% da movimentação, acima dos 41,14% registrados no mesmo período do ano anterior.

Santos concentrou 27% dos volumes embarcados, contra 29,6% no mesmo período do ano passado. Paranaguá respondeu por 7,2%, ante 11,4% anteriormente.

Já o Porto do Rio Grande aumentou sua participação para 10,1%, contra 5% no mesmo período do exercício anterior. Entre os estados que mais participaram das vendas destinadas à exportação estão Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás.

Enquanto a colheita da segunda safra se aproxima do fim, o plantio do milho primeira safra 2026/27 avança em diferentes regiões do país. O cenário combina interrupções provocadas pelas chuvas, danos localizados por geadas e ventos e necessidade de monitoramento de pragas, especialmente da cigarrinha-do-milho, da lagarta-do-cartucho e dos percevejos. Nas exportações, o volume acumulado até agosto permanece abaixo do registrado no mesmo período de 2025, embora a participação dos Portos do Arco Norte e do Rio Grande tenha aumentado na movimentação do cereal.

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