Pular para o conteúdo Pular para a barra lateral Pular para o rodapé

Milho: colheita avança e cotação recua para US$ 5 em Chicago

A cotação do milho recuou para US$ 5 por bushel em Chicago, pressionada pelo aumento dos estoques nos Estados Unidos. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o mercado também acompanha a colheita norte-americana e as condições das lavouras.

O bushel de milho para o primeiro mês cotado despencou em 30 de setembro e fechou o dia a US$ 5,00 em Chicago. Foi a menor cotação em pouco mais de um mês. No dia 1º de outubro, o fechamento apresentou leve recuperação, para US$ 5,02 por bushel. Uma semana antes, a cotação estava em US$ 5,27.

A média de setembro ficou em US$ 5,22 por bushel, 11,3% acima da média registrada em agosto. Considerando os últimos três meses, entre julho e setembro, o bushel de milho acumulou alta média de 25,2% em Chicago. Em setembro de 2025, a média mensal havia sido de US$ 4,13 por bushel.

Segundo dados divulgados pela CEEMA, o recuo recente da cotação está relacionado ao aumento dos estoques de milho nos Estados Unidos. Na posição de 1º de setembro, os estoques do cereal cresceram 35% em relação ao mesmo período do ano anterior. O volume chegou a 53,3 milhões de toneladas. O aumento dos estoques ocorre enquanto a colheita da safra norte-americana 2026/27 avança dentro do ritmo histórico.

Até 27 de setembro, a colheita do milho nos Estados Unidos havia alcançado 18% da área, exatamente na média histórica. Apesar do avanço dentro da normalidade, as condições das lavouras continuam abaixo das registradas no ano passado.

Segundo dados divulgados pela CEEMA, o USDA manteve em 57% a parcela das lavouras classificadas em boas ou excelentes condições. No mesmo período de 2025, esse percentual era de 66%.

Outros 26% das lavouras estavam em condições regulares, enquanto 17% foram classificadas entre ruins e muito ruins.

Os embarques norte-americanos de milho somaram 1,57 milhão de toneladas no período analisado. O volume ficou próximo do limite superior das projeções do mercado. No acumulado do atual ano comercial, iniciado em 1º de setembro, as exportações chegaram a 5,73 milhões de toneladas.

O resultado representa alta de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço dos embarques ocorre em um cenário de estoques elevados e de condições das lavouras inferiores às observadas em 2025, fatores que seguem influenciando a formação das cotações do milho em Chicago.

A MM Cereais trabalha com os melhores grãos do mercado e também deixa você por dentro das últimas novidades e análises sobre do agronegócio.
Não se esqueça de seguir nossas redes sociais.

Acessar Fonte da Notícia