O ovo é uma das proteínas mais consumidas pelos brasileiros e também uma das cadeias que mais evoluem em tecnologia, sanidade, nutrição e mercado. Esses temas estiveram no centro dos debates do Congresso APA de Produção e Comercialização de Ovos, que reuniu lideranças do setor, especialistas e produtores para discutir os rumos da avicultura de postura no Brasil.
Segundo o presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), Érico Pozzer, o evento se consolidou como um espaço estratégico para integrar toda a cadeia produtiva. “Aqui conseguimos reunir todos os elos da cadeia produtiva para discutir os desafios e as oportunidades da avicultura de postura ao longo de três dias de congresso”, destacou.
A importância da avicultura brasileira vai além da produção de proteína animal. O setor também tem papel relevante na segurança alimentar global e depende da articulação entre produtores, ciência e políticas públicas para sustentar seu crescimento.
O jornalista e ex-deputado federal Aldo Rebelo destacou o papel estratégico do país na oferta de alimentos ao mundo e a necessidade de defender os interesses do Brasil no cenário internacional.
Outro ponto abordado foi o cenário de custos de produção. De acordo com o doutor em economia aplicada Alexandre Mendonça de Barros, a oferta elevada de grãos no Brasil tende a manter os preços próximos aos níveis do ano passado, o que favorece setores dependentes de ração, como a avicultura.
Apesar disso, o especialista alertou para fatores geopolíticos que já começam a provocar volatilidade nos mercados globais de insumos agrícolas e podem influenciar a formação de preços nos próximos meses.
Mesmo diante dessas incertezas, o Brasil amplia sua presença no comércio internacional de ovos. Para o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, o país passa a consolidar uma cultura exportadora em um setor historicamente voltado ao consumo interno. “Nós vivemos um momento importante de construção de uma cultura exportadora da avicultura de postura”, afirmou.
Segundo Santin, o crescimento das exportações é positivo e consistente, mas exige atenção permanente ao cenário internacional e aos principais mercados compradores. “O crescimento é positivo, ele é sustentado, mas precisa ser colocado em bases sólidas e com atenção à conjuntura global”, ressaltou.
