As exportações brasileiras de ovos voltaram a crescer em abril após dois meses consecutivos de desaceleração. O movimento foi puxado principalmente pelo aumento das compras do Chile, que registrou recentemente o primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial e ampliou as importações do produto brasileiro.
Foto: Rodrigo Felix Leal
Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil exportou 2,31 mil toneladas de ovos in natura e processados em abril. O volume representa alta de 24% em relação a março deste ano, embora ainda permaneça 47% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Os embarques de ovos in natura somaram 1,64 mil toneladas no mês, crescimento de 53% frente a março. Já os ovos processados alcançaram aproximadamente 668 toneladas, com retração de 16% na mesma comparação.
Segundo o Cepea, o Chile respondeu por 84% das exportações brasileiras de ovos in natura em abril, registrando o maior volume importado da série histórica da Secex.
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Pesquisadores do Centro de Estudos avaliam que o desempenho reforça o papel do Brasil como fornecedor internacional em momentos de crise sanitária em outros países. “Esse cenário evidencia o excelente papel desempenhado pelo Brasil no fornecimento de ovos para países que enfrentam surtos de gripe aviária”, destacam.
O Cepea lembra ainda que movimento semelhante já havia sido observado em 2025, quando os embarques para os Estados Unidos cresceram gradualmente diante dos impactos sanitários sobre a produção norte-americana.
Com status sanitário livre de gripe aviária em produção comercial, o Brasil mantém potencial de ampliação das exportações para mercados afetados pela doença.
