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Geadas no Sul têm baixo impacto sobre a segunda safra de milho

As áreas produtoras de milho segunda safra não registraram, até o momento, impactos significativos causados pelas geadas observadas nos últimos dias no Sul do Brasil, segundo análise da EarthDaily. O monitoramento aponta que, apesar da forte queda nas temperaturas em parte do Paraná e de Mato Grosso do Sul, os eventos ocorreram de forma pontual e com baixa intensidade, sem potencial relevante de comprometimento da produção.

Photo: Disclosure

Na comparação entre os últimos 30 e 10 dias, Paraná e Mato Grosso do Sul registraram temperaturas médias entre 3°C e 5°C abaixo da normalidade, refletindo a atuação de uma massa de ar frio mais intensa sobre a região. Apesar disso, os indícios apontam que as geadas ocorridas entre o sudeste de Mato Grosso do Sul e o oeste do Paraná tiveram baixa intensidade. “Esse cenário favoreceu a ocorrência de geadas pontuais, especialmente em regiões de maior altitude e baixadas. Até o momento, porém, os indícios são de que o evento ocorreu com baixa intensidade, sem potencial para causar danos significativos à produção estadual”, explica o analista de cultura da EarthDaily, Felippe Reis.

Em Mato Grosso, principal produtor nacional de milho segunda safra, o índice de vegetação (NDVI), indicador utilizado para avaliar vigor e sanidade das lavouras, mostra evolução satisfatória na maior parte do estado, com exceção do sudeste, onde o plantio tardio ainda limita o desenvolvimento das áreas. A umidade do solo acima da média também favorece a continuidade do desenvolvimento das lavouras.

No Mato Grosso do Sul, o cenário também é considerado muito bom. O NDVI apresenta os maiores valores na comparação com os últimos anos, indicando bom potencial produtivo. A umidade do solo, que já está elevada, deve permanecer acima da média, favorecendo o desenvolvimento das lavouras no curto prazo.

Foto: Divulgação/Unesp

Por outro lado, em Goiás, o NDVI apresenta comportamento semelhante ao observado em 2021, ano marcado por forte quebra de safra. Embora os índices atuais estejam acima dos registrados naquele período, a persistência de umidade abaixo da média desde meados de março reforça o risco de perdas produtivas caso o padrão seco continue nas próximas semanas.

Já no Paraná, o NDVI vem apresentando dinâmica favorável nas últimas semanas, refletindo a resposta positiva das lavouras ao retorno das chuvas e ao aumento da umidade do solo. A tendência de umidade acima da média deve continuar sustentando o desenvolvimento vegetativo das áreas no curto prazo.

Os modelos climáticos ECMWF e GFS seguem indicando temperaturas abaixo da média no curto prazo para a Região Sul, áreas do Sudeste e Mato Grosso do Sul, mantendo o risco de novos episódios de frio mais intenso e reforçando a necessidade de monitoramento constante das áreas produtoras.

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