Skip to content Skip to sidebar Skip to footer

Feijão: como ajustar a adubação na fase vegetativa

A adubação do bean com Nitrogen em cobertura exige atenção durante o crescimento vegetativo, fase em que a cultura forma raízes, hastes e folhas que sustentam o florescimento e o enchimento das vagens. O momento e a intensidade da aplicação precisam considerar as condições do solo, a nodulação, o sistema de cultivo, a época de plantio e o regime hídrico.

Durante o crescimento vegetativo, que vai geralmente da emergência ao início da emissão de botões florais, o feijoeiro concentra esforços na formação de folhas, hastes e raízes. É nesse período que a planta estrutura boa parte do potencial que será utilizado na fase reprodutiva.

O nitrogênio participa da formação de proteínas, clorofila e enzimas e influencia diretamente a fotossíntese, o vigor e a área foliar. A deficiência pode limitar o desenvolvimento, enquanto o excesso pode estimular vegetação acima da necessidade da cultura.

Na prática, lavouras com pouco nitrogênio podem apresentar plantas pequenas e amareladas, baixo fechamento das entrelinhas, menor área foliar e produtividade limitada.

Já o excesso pode resultar em plantas muito enfolhadas, fechamento rápido das entrelinhas, florescimento desuniforme e maior acamamento. A massa verde excessiva também pode criar condições mais favoráveis ao desenvolvimento de doenças.

Por isso, a decisão sobre a adubação nitrogenada não deve seguir apenas uma dose padrão. É necessário interpretar o potencial de fornecimento do solo, o histórico da área, a inoculação, a nodulação, o estádio da cultura, a previsão de chuva e o sistema de cultivo.

A disponibilidade de nitrogênio para o feijoeiro resulta principalmente da combinação entre o N presente no solo, o fornecido pelos fertilizantes e aquele obtido pela fixação biológica.

No solo, o nitrogênio está associado principalmente à matéria orgânica e é liberado gradualmente pela atividade dos microrganismos. Áreas com maior teor de matéria orgânica, plantio direto consolidado e uso frequente de plantas de cobertura tendem a apresentar maior fornecimento natural do nutriente.

Em contrapartida, solos arenosos, muito degradados ou com baixo teor de matéria orgânica costumam apresentar menor disponibilidade de nitrogênio, exigindo maior atenção à adubação de cobertura.

O fertilizante aplicado na semeadura fornece parte do nitrogênio necessário para o arranque inicial. A cobertura complementa esse fornecimento conforme a demanda aumenta durante o crescimento vegetativo.

A aplicação costuma ser direcionada para o período entre dois e quatro trifólios completamente expandidos, antes do início da emissão de botões florais. Em sistemas de alta produtividade ou em solos com menor fertilidade, a cobertura pode ser dividida em aplicações próximas durante a fase vegetativa, conforme recomendação técnica.

A terceira fonte é a fixação biológica de nitrogênio. Quando a inoculação é adequada e a nodulação ocorre de forma eficiente, o feijoeiro consegue obter parte relevante do nitrogênio necessário por meio da simbiose com rizóbios.

A boa nodulação pode reduzir a dependência do fertilizante nitrogenado em cobertura, mas não elimina necessariamente a necessidade de fornecimento mineral em solos muito pobres ou em sistemas de alta produtividade.

Também é preciso evitar doses excessivas de N mineral, que podem inibir a nodulação e reduzir o aproveitamento do potencial de fixação biológica.

Antes de definir a cobertura, o histórico da área ajuda a indicar o potencial de fornecimento de nitrogênio. Áreas sob plantio direto consolidado, com plantas de cobertura e maior matéria orgânica, tendem a demandar uma avaliação diferente daquela feita em solos leves, revolvidos com frequência ou com baixa reposição de palhada.

A análise de solo também contribui para a tomada de decisão ao fornecer informações sobre a matéria orgânica e outros indicadores relacionados ao potencial de mineralização do nitrogênio.

A observação das plantas complementa essa avaliação. Durante o crescimento vegetativo, folhas mais velhas amareladas, plantas menores e pouco perfilhadas podem indicar deficiência de N.

Por outro lado, plantas muito escuras e com crescimento exagerado podem sinalizar excesso do nutriente, principalmente quando o quadro aparece junto a baixo florescimento e maior pressão de doenças foliares.

A nodulação deve ser avaliada diretamente nas raízes. Quando a lavoura foi inoculada com estirpes recomendadas e apresenta nódulos bem distribuídos e de coloração rosada internamente, a necessidade de nitrogênio mineral tende a ser menor.

Se a nodulação for fraca ou inexistente, seja por falha na inoculação ou por condições desfavoráveis do solo, a planta dependerá mais do nitrogênio mineral e a cobertura ganha importância.

A época de plantio também modifica a estratégia. Em períodos chuvosos, a água favorece a dissolução e incorporação do nitrogênio no solo, mas aumenta o risco de lixiviação, principalmente em solos arenosos.

Nessas condições, a cobertura pode ser fracionada ou realizada mais próxima do período de maior exigência da cultura.

Em plantios de safrinha ou períodos de menor precipitação, a aplicação precisa ser sincronizada com chuvas previstas para favorecer a incorporação do nutriente e reduzir perdas por volatilização.

O cuidado é especialmente importante quando se utiliza ureia sem fonte inibidora. Aplicar o produto em solo completamente seco, sob temperaturas elevadas e com previsão prolongada de ausência de chuva pode aumentar a volatilização de amônia e reduzir a eficiência do fertilizante.

Nas áreas irrigadas, a operação pode ser melhor ajustada. A aplicação do nitrogênio seguida de uma lâmina de irrigação pode favorecer a incorporação do fertilizante e melhorar sua eficiência de uso, desde que o manejo não provoque encharcamento.

O momento fisiológico também é determinante. De maneira geral, o período entre dois e quatro trifólios completamente expandidos concentra a janela de aplicação, quando a planta ainda direciona recursos principalmente para a formação de folhas e raízes.

A cobertura não deve ser atrasada para depois do início da emissão de botões florais, quando parte do nitrogênio pode deixar de ser aproveitada de maneira eficiente para a formação dos grãos.

A forma de aplicação também precisa ser ajustada às condições da área. A distribuição em faixas ao lado das linhas de plantio pode reduzir o contato direto do fertilizante com as plantas e concentrar o nutriente próximo à região de maior atividade radicular.

Em áreas maiores, a aplicação a lanço sobre toda a superfície também é utilizada. Nesse caso, é necessário evitar que o fertilizante atinja a parte aérea molhada, condição que pode provocar fitotoxicidade em determinadas situações.

O estado do solo no momento da operação é outro fator importante. A aplicação deve, de preferência, ocorrer com alguma umidade no solo e previsão de chuva leve nas horas ou dias seguintes, especialmente quando a fonte utilizada for ureia.

Em solos muito encharcados, por outro lado, aumentam os riscos de perdas por desnitrificação, principalmente em solos pesados. O excesso de água também pode dificultar o tráfego de máquinas.

A escolha da fonte nitrogenada deve acompanhar as características do ambiente. Ureia, nitrato de amônio e misturas nitrogenadas apresentam comportamentos diferentes no solo.

Segundo as orientações técnicas apresentadas no material, a escolha deve considerar tipo de solo, clima e sistema de manejo, sempre seguindo as recomendações de rótulo e bula e a orientação do engenheiro agrônomo.

O manejo inadequado do nitrogênio pode comprometer diferentes componentes da produção. Quando há deficiência, a lavoura pode apresentar menor porte, poucas ramificações produtivas, folhas pequenas e cloróticas e senescência precoce.

A deficiência também pode reduzir o número de flores e vagens, aumentar o abortamento de flores e resultar em menor produtividade. Em alguns casos, os grãos podem apresentar redução de tamanho.

Quando o nitrogênio é aplicado em excesso, o crescimento vegetativo pode se tornar exagerado, com formação de grande quantidade de massa verde.

Esse excesso pode atrasar ou desuniformizar o florescimento, aumentar o acamamento e dificultar a colheita. O dossel mais denso e úmido também pode favorecer doenças foliares.

Em lavouras com fixação biológica bem estabelecida, o excesso de nitrogênio mineral ainda pode representar desperdício do potencial de fornecimento obtido por meio da FBN.

A eficiência da adubação também depende do manejo integrado da lavoura. O controle de plantas daninhas é importante porque a matocompetição durante o crescimento vegetativo reduz a capacidade do feijoeiro de aproveitar o nitrogênio aplicado.

A irrigação deve ser sincronizada com a aplicação em áreas irrigadas, buscando incorporar o fertilizante sem provocar encharcamento.

A rotação de culturas e o uso de plantas de cobertura também contribuem para a ciclagem de nitrogênio e para o aumento da matéria orgânica ao longo dos anos.

A escolha da cultivar entra nesse planejamento. Materiais de hábito mais ereto e com boa eficiência de uso do nitrogênio podem responder de maneira diferente ao manejo de cobertura em comparação com cultivares muito vegetativas submetidas a condições de excesso do nutriente.

A segurança também precisa fazer parte da operação. A aplicação deve seguir as recomendações dos fertilizantes e as orientações de um engenheiro agrônomo.

O transporte, manuseio e armazenamento dos produtos exigem cuidados para evitar perdas, contaminação da água e riscos aos trabalhadores. O uso de equipamentos de proteção individual, como luvas, óculos, botas e máscaras quando recomendadas, é necessário durante a manipulação.

Evitar doses desnecessárias também contribui para reduzir impactos ambientais, incluindo emissões de gases de efeito estufa e riscos de contaminação de águas subterrâneas.

Assim, a definição da adubação nitrogenada de cobertura no feijão depende de uma avaliação conjunta do solo, da planta e das condições de manejo.

A janela mais importante ocorre durante o crescimento vegetativo ativo, especialmente entre dois e quatro trifólios completamente expandidos e antes da emissão de botões florais. Mas o momento e a intensidade da aplicação devem ser ajustados às características de cada lavoura.

O histórico da área, a matéria orgânica, a nodulação, a época de plantio, a disponibilidade de água e a previsão de chuva ajudam a determinar como o nitrogênio deve ser utilizado.

O objetivo é fornecer o nutriente na quantidade e no momento necessários para formar uma planta vigorosa, sem estimular crescimento vegetativo excessivo ou desperdiçar o nitrogênio aplicado.

THE MM Cereais works with the best grains on the market and also keeps you up to date with the latest news and analyses on agribusiness.
Don't forget to follow our social networks.

Access News Source