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Imea maintains its projections for the 26/27 soybean and corn harvest in Mato Grosso; sees an increase in the cotton area.

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SÃO PAULO, 5 Out (Reuters) – O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve em outubro suas estimativas para a safra de soja e milho 2026/27 de Mato Grosso, apesar do atraso inicial da semeadura da oleaginosa provocado pela irregularidade das primeiras chuvas.

O órgão vinculado à federação dos produtores Famato ressaltou que as condições climáticas nos próximos meses serão determinantes para confirmar o potencial produtivo da temporada.

As projeções de área, produtividade e produção de soja foram mantidas em 13,05 milhões de hectares, 62,44 sacas de 60 kg por hectare e 48,88 milhões de toneladas, respectivamente.

Se confirmada, a projeção de safra do principal Estado produtor brasileiro teria uma queda de cerca de 5% ante o ciclo anterior, baseada em uma produtividade mais baixa, visto que a área teria um leve crescimento.

Segundo o instituto, a semeadura começou no Estado, mas segue atrasada em relação às últimas safras devido à irregularidade das precipitações e à cautela dos produtores diante do risco de interrupção das chuvas após o plantio.

“Até o momento, contudo, o atraso ocorre em uma fase ainda inicial da implantação das lavouras e não apresenta magnitude suficiente para justificar alterações nas estimativas de produtividade e produção”, afirmou o Imea em relatório mensal.

O instituto destacou ainda que o foco do mercado passa a ser o comportamento climático entre novembro e dezembro, período crucial para o desenvolvimento das lavouras, em um ano sob influência do El Niño.

“A eventual ocorrência de veranicos, sobretudo se coincidir com fases mais sensíveis da cultura, como florescimento e formação de vagens, poderá limitar o potencial produtivo”, alertou.

Para o milho 2026/27, cuja área plantada pode sofrer influência do ritmo de plantio da soja e da definição da janela ideal de plantio da segunda safra, o Imea também manteve suas projeções.

A área destinada ao cereal permaneceu estimada em 7,48 milhões de hectares, avanço de 0,59% ante a temporada 2025/26. A produtividade foi mantida em 119,64 sacas por hectare, queda de 8,05% na comparação anual, enquanto a produção seguiu projetada em 53,68 milhões de toneladas, recuo de 7,50%.

O instituto afirmou que a demanda doméstica aquecida continua sustentando a atratividade econômica da cultura no Estado.

COTTON

Em sua primeira estimativa para a safra de algodão 2026/27, o Imea projetou aumento de 3,8% da área cultivada em Mato Grosso, para 1,43 milhão de hectares, impulsionado pelos preços mais atrativos da pluma.

“O momento atual de preços mais atrativos da pluma tem motivado o investimento na cultura para a próxima temporada”, afirmou o instituto.

A produção, entretanto, poderia recuar 2,4% ante o ciclo anterior, para 2,73 milhões de toneladas da pluma, uma vez que o Imea vê produtividades mais baixas.

O instituto ponderou, porém, que as projeções ainda estão sujeitas às condições climáticas da temporada, incluindo possíveis efeitos do fenômeno El Niño e eventuais atrasos na colheita da soja, que podem postergar a semeadura do algodão de segunda safra e elevar a exposição da cultura ao risco climático.

(Por Roberto SamoraEdição de Alexandre Caverni)

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