
O mercado internacional do trigo encerrou a segunda-feira com oscilações entre as principais bolsas, refletindo as incertezas geopolíticas e as novas estimativas de produção. Segundo a TF Agroeconômica, os investidores acompanharam as sinalizações de um possível cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia, anunciadas por Donald Trump, enquanto novos ataques à infraestrutura ucraniana mantiveram a volatilidade.
Na Bolsa de Chicago, o trigo brando SRW para dezembro avançou 0,19%, encerrando a 672,25 cents por bushel. O contrato de março subiu 0,11%, para 686,00 cents. Em Kansas, o trigo duro HRW recuou 0,56%, cotado a 715,25 cents, enquanto Minneapolis registrou valorização de 0,14% no vencimento de dezembro, para 696,25 cents.
Na Europa, o trigo para moagem negociado em Paris avançou 0,52%, alcançando 243,25 euros por tonelada. O movimento foi favorecido pela valorização do dólar diante do euro, que contribuiu para preservar a competitividade das exportações europeias.
As projeções de produção também influenciaram o mercado. A consultoria APK-Inform elevou sua estimativa para a safra ucraniana de trigo a 25,5 milhões de toneladas, maior volume desde 2021. Em contrapartida, a russa IKAR reduziu em 2,2% sua previsão para a produção da Rússia, agora estimada em 87,9 milhões de toneladas.
O posicionamento dos investidores trouxe outro elemento de atenção. Dados da CFTC mostraram que os fundos ampliaram em 7.873 contratos suas posições líquidas vendidas em Chicago, alcançando 29.543 contratos na semana encerrada em 6 de outubro.
Em Kansas, os especuladores reduziram suas posições em 6.670 contratos, mantendo saldo líquido comprado de 24.040 contratos. O cenário indica um mercado dividido entre expectativas de oferta, movimentos financeiros e riscos associados ao conflito no Mar Negro.
