
Os contratos futuros de óleo de soja nos Estados Unidos seguem com pouca reação, mesmo diante de fatores que normalmente sustentariam as cotações. Desde meados de julho, os preços permanecem entre cerca de 65 e 75 centavos de dólar por libra-peso, enquanto a soja em grão atingiu máximas de três anos no início de setembro e o petróleo WTI ficou próximo ou acima de US$ 100 por barril nas últimas semanas.
O principal motivo é a relação entre oferta e demanda. Após a definição de metas recordes para o diesel de biomassa em 2026 e 2027 e a sinalização de que matérias-primas importadas continuariam recebendo crédito integral pelo menos até 2028, produtores de biocombustíveis ampliaram as compras externas de insumos e óleos vegetais.
Também cresceram as importações de biodiesel pronto. Entre janeiro e março, antes do anúncio das novas metas, os Estados Unidos importaram cerca de 39,2 mil toneladas. De abril a junho, o volume subiu para aproximadamente 79,8 mil toneladas.
Ao mesmo tempo, a produção doméstica de óleo de soja avançou. A combinação entre maior oferta interna, entrada de matérias-primas e importação de biodiesel criou excedente suficiente para limitar as altas.
Segundo avaliação de fonte do mercado, os preços encontram resistência perto de 71 a 72 centavos de dólar por libra e suporte entre 65 e 67 centavos, faixa em que compradores finais voltam ao mercado. A continuidade esperada do programa de combustíveis renováveis dá sustentação à demanda, mas mudanças em sua aplicação mantêm a incerteza.
A recente concessão de isenções a pequenas refinarias aumentou as dúvidas sobre a demanda de curto prazo por biocombustíveis. Assim, fatores externos favoráveis ainda não têm sido suficientes para tirar os futuros de óleo de soja da faixa observada nos últimos meses.
