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Palhada do milho ajuda a proteger o solo para próxima safra

O manejo da palhada do milho após a colheita pode influenciar diretamente o desempenho da próxima safra. Quando bem distribuídos sobre o solo, colmos, folhas e sabugos ajudam a conservar umidade, reduzir erosão e proteger a área contra variações de temperatura.

Grande parte desse trabalho começa ainda na colheita. A regulagem da colhedora deve garantir uma distribuição uniforme dos resíduos, evitando pontos com excesso de palha e faixas de solo descoberto. Esses problemas podem dificultar a semeadura e favorecer falhas no estande da cultura seguinte.

Em áreas com grande volume de resíduos, equipamentos como rolo-faca e trituradores podem ajudar na organização da palhada. O revolvimento do solo, porém, deve ser evitado sempre que possível em sistemas de plantio direto, para preservar a estrutura e reduzir o risco de erosão.

A cobertura também auxilia no controle de plantas daninhas, mas não elimina a necessidade de monitoramento e, quando necessário, dessecação antes da próxima semeadura. O milho tiguera também deve ser controlado para evitar competição e a manutenção de pragas e doenças na área.

O manejo precisa considerar o clima e a cultura que será implantada em seguida. Em regiões mais secas, a prioridade é manter o máximo de cobertura para conservar água. Já em áreas mais frias e úmidas, o excesso de palha pode exigir ajustes para não prejudicar a semeadura.

A recomendação é avaliar a distribuição da palhada logo após a colheita e ajustar máquinas, dessecação e plantio de acordo com as condições de cada área.

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