
O percevejo-marrom e o complexo de doenças da soja estão entre os desafios fitossanitários da safra 2026/27, especialmente diante de cenários climáticos distintos entre as regiões produtoras do Brasil. Segundo informações da Embrapa e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o monitoramento da lavoura e o manejo adequado são fundamentais para reduzir perdas e preservar o potencial produtivo da cultura.
A influência do El Niño pode modificar as condições ambientais que favorecem o desenvolvimento de pragas e doenças, mas não determina isoladamente a ocorrência desses problemas. Por isso, o planejamento fitossanitário precisa considerar as particularidades de cada região e acompanhar a evolução da lavoura ao longo do ciclo.
Na safra 2026/27, a previsão de maior volume de chuvas em áreas produtoras do Sul e de condições mais secas no Centro-Oeste reforça a importância de ajustar as estratégias de manejo. Entre as principais medidas estão o monitoramento da população de percevejos, o acompanhamento das doenças, a avaliação do histórico da área e o uso de diferentes mecanismos de ação. “Em uma safra influenciada pelo El Niño, não existe uma receita única para todas as regiões. É necessário estar mais atento às mudanças do ambiente ao longo do ciclo e responder rapidamente a elas”, afirma Gustavo Corsini, engenheiro agrônomo e gerente de Marketing Regional da IHARA.
Segundo o especialista, conhecer o comportamento do percevejo-marrom e de doenças como ferrugem-asiática, mancha-alvo e Doenças Fúngicas de Final de Ciclo (DFCs) contribui para decisões mais oportunas e para a preservação da produtividade.
A manutenção da área foliar é um dos principais pontos de atenção no manejo das doenças fúngicas. O acompanhamento deve considerar tanto as condições ambientais quanto a presença e a evolução dos sintomas na lavoura. De acordo com a Embrapa, entre as principais doenças fúngicas da soja estão ferrugem-asiática, mancha-alvo, antracnose, oídio, cercosporiose e diferentes tipos de podridão.
A mancha-alvo pode avançar em condições favoráveis, especialmente durante períodos de chuva bem distribuída. O fungo sobrevive em restos culturais e sementes infectadas e pode provocar desfolha em cultivares suscetíveis, com potencial de perdas principalmente em regiões do Cerrado.
Por isso, o monitoramento da lavoura e a adoção de estratégias integradas são importantes para reduzir os impactos da doença. A ferrugem-asiática, por sua vez, encontra condições favoráveis quando há molhamento foliar superior a nove horas. Em períodos com chuvas mais bem distribuídas, a doença exige um programa estruturado de manejo.
Ela pode ocorrer em diferentes estádios de desenvolvimento da cultura e provocar desfolha precoce, comprometendo a formação e o enchimento das vagens. Em regiões onde a doença atingiu níveis epidêmicos, os danos registrados variam de 10% a 90% da produção, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Entre as ferramentas citadas pela IHARA para o manejo do complexo de doenças da soja está o fungicida SUGOY, que combina ação sistêmica e de contato e possui registro para doenças como ferrugem-asiática, mancha-alvo, oídio e antracnose, entre outras. A formulação também conta com um protetor que contribui para o manejo da resistência.
As Doenças de Final de Ciclo (DFCs) também precisam entrar no planejamento fitossanitário. Entre elas estão a mancha-parda e o crestamento foliar de cercóspora, que podem comprometer a área foliar durante uma fase importante para o enchimento dos grãos. A ocorrência varia conforme a região e as condições da lavoura.
O fechamento da lavoura é outro período decisivo para o manejo. Essa etapa concentra a última aplicação e está diretamente relacionada à manutenção da sanidade foliar durante o enchimento dos grãos. “O manejo fitossanitário evoluiu significativamente nos últimos anos, mas o fechamento da lavoura, período que concentra a última aplicação, é uma fase diretamente relacionada à sustentação do enchimento de grãos e à definição do rendimento final da soja”, explica Corsini.
Para essa etapa, a IHARA apresenta o fungicida FUSÃO FIX, desenvolvido para integrar a estratégia de fechamento da lavoura. O produto reúne três princípios ativos, com ação multissítio preventiva e protetora, além de alta sistemicidade e fixação. Também possui registro para o controle da ferrugem-asiática e da mancha-alvo na soja.
Além das doenças, o percevejo-marrom exige atenção durante a safra 2026/27. A praga encontra condições favoráveis para se reproduzir durante o desenvolvimento da soja, especialmente quando há disponibilidade de alimento de qualidade.
O período reprodutivo da cultura requer monitoramento sistemático da população, pois os danos podem afetar tanto o rendimento quanto a qualidade dos grãos e das sementes. “É importante que o agricultor faça o monitoramento nesse período crítico para um melhor controle, pois essa praga causa danos significativos, com perdas de produtividade de mais de uma saca por hectare a cada inseto por m², além de reduzir a qualidade de sementes e grãos”, explica Clérison Perini, pesquisador em entomologia.
O acompanhamento durante a fase reprodutiva ajuda a identificar o momento adequado para a intervenção. Além das perdas de produtividade, o inseto pode provocar danos aos grãos, deformações nas sementes e redução do rendimento.
A evolução do manejo do percevejo-marrom depende da combinação entre conhecimento sobre o comportamento da praga, monitoramento e ferramentas com diferentes características de controle. Entre os produtos apresentados pela IHARA está o inseticida TERMIUS, indicado para o controle do percevejo-marrom na soja, com ação de choque e residual prolongado.
