
A safra brasileira entra em uma nova etapa com produção elevada, avanço de algumas culturas, retração de outras e sinais de atenção no crédito rural e no clima para os próximos ciclos. Segundo Antonio Prado G. B. Neto, consultor do agronegócio, os dados do 12º Levantamento de Safra da Conab mostram soja e milho como principais sustentadores do volume produzido em 2025/26.
A soja alcançou 180,41 milhões de toneladas, alta de 5,2% sobre 2024/25, enquanto o milho total chegou a 144,01 milhões de toneladas, crescimento de 2%. Entre as maiores altas aparecem mamona, com avanço de 21%, sorgo, com 20,4%, e amendoim, com 10,5%. No sentido contrário, o gergelim registrou queda de 44,2%, seguido pelo arroz, com recuo de 13,2%, e pelo feijão, com baixa de 3,6%.
O primeiro levantamento para a safra 2026/27 aponta perspectiva de aumento de área, mas com a produtividade começando sob pressão. Nas proteínas animais, a avaliação indica menor oferta de carne bovina em 2027, ao mesmo tempo em que frango e suínos avançam, ampliando a disputa pelo consumidor.
Outro ponto de atenção está no crédito rural. Os desembolsos caíram 37,9% na comparação com o ano anterior, enquanto R$ 207,4 bilhões já são classificados como operações problemáticas. O volume representa quase um em cada quatro reais da carteira exigindo atenção.
No clima, o El Niño ganha força, com chuvas concentradas no Centro-Sul. Para o Centro-Norte, o cenário reforça a necessidade de acompanhamento da previsão de chuvas ao longo do desenvolvimento da próxima safra. As informações foram divulgadas no LinkedIn.
