
Os preços da lima ácida tahiti recuaram nos últimos dias no estado de São Paulo, pressionados pelo aumento da oferta. Segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a maior disponibilidade está relacionada à concentração pontual da colheita, após os preços atingirem, no início de setembro, os maiores patamares do ano.
Segundo colaboradores consultados pelo Cepea, a forte valorização registrada no início de setembro ocorreu principalmente devido à oferta bastante restrita. Naquele período, também predominavam frutos de calibre reduzido, entre 40 e 45 milímetros, justamente em um momento de demanda aquecida. As chuvas também limitaram as atividades de campo em algumas regiões, restringindo ainda mais o volume de frutas que chegava ao mercado.
Ao longo de setembro, porém, esse cenário começou a mudar. Segundo dados divulgados pelo Cepea, as precipitações favoreceram o desenvolvimento e o ganho de calibre dos frutos.
Em algumas regiões, parte do volume que permanecia nos pomares passou a ser colhida, aumentando a disponibilidade da lima ácida tahiti no mercado.
De acordo com pesquisadores do Cepea, o aumento da oferta contribuiu para a mudança no comportamento das cotações, que passaram a recuar nos últimos dias. O movimento mostra como a concentração da colheita, as condições climáticas e o calibre dos frutos influenciaram a disponibilidade da lima ácida tahiti ao longo de setembro.
