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Colheita de citros avança em ritmo diferente

A produção de citros no Rio Grande do Sul enfrenta efeitos do excesso de chuva e das baixas temperaturas em diferentes regiões produtoras. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas preocupam pelo impacto no pegamento dos frutos e pela redução das janelas disponíveis para tratamentos fitossanitários.

Na região de Caxias do Sul, em Cotiporã e Veranópolis, a colheita de bergamota avançou mais lentamente na última semana em razão das intempéries. A colheita de laranja segue em andamento. Os produtores aproveitaram os períodos de sol para dar continuidade aos trabalhos nos pomares.

Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as condições climáticas registradas durante boa parte da floração geram apreensão quanto ao pegamento dos frutos e ao controle de doenças. O cenário também restringe as janelas para a realização dos tratamentos fitossanitários.

Na Ceasa/Serra, o preço de comercialização da laranja umbigo passou de R$ 2,54 para R$ 2,58 por quilo. A bergamota Montenegrina foi negociada entre R$ 3,00 e R$ 3,50/kg, enquanto o tangor Murcott apresentou preço em torno de R$ 3,00/kg. Os valores refletem o cenário de comercialização acompanhado pela Emater/RS-Ascar na região.

Na região de Lajeado, os elevados volumes de precipitação combinados às baixas temperaturas durante a plena floração das laranjeiras aumentam a preocupação com o pegamento dos frutos. Em Arvorezinha, o manejo fitossanitário está concentrado na prevenção da podridão-floral-dos-citros, conhecida como estrelinha. Já em São José do Sul, o principal foco do manejo é a prevenção da pinta-preta.

Na mesma região, os produtores iniciam a poda de variedades de ciclo médio a tardio, como as bergamotas Pareci e Montenegrina e o tangor Murcott. A colheita das variedades tardias também avança.

Em Maratá, a colheita da bergamota Montenegrina alcança 90% da área, enquanto a do tangor Murcott chega a 80% dos pomares. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a expectativa é de que a colheita do Murcott se estenda até novembro. A safra apresenta boa produção e qualidade dos frutos. Os pomares também registram excelente carga de flores e frutos em início de formação, cenário que poderá exigir a realização de raleio.

Em Montenegro, a colheita da Montenegrina chega a 85% da área cultivada e a do Murcott alcança 80%. A laranja Valência está com 50% da colheita realizada. Em São José do Sul, as colheitas de bergamota e laranja chegam a 90%. Em Tupandi, a colheita da laranja Valência alcança 60%.

Apesar do avanço da colheita, os preços pagos pela indústria influenciam as decisões dos produtores. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, os baixos preços pagos pela indústria devem levar produtores a encerrar os carregamentos destinados à produção de suco até meados de outubro. Com isso, o restante da produção deverá permanecer nos pomares, diante do cenário de remuneração observado para os carregamentos destinados à indústria.

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