
A aveia-branca apresenta bom desenvolvimento na maior parte do Rio Grande do Sul, mas enfrenta problemas fitossanitários e danos provocados por chuva, vento e granizo. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, 7% da área cultivada já foi colhida, enquanto as demais lavouras estão entre o desenvolvimento vegetativo, florescimento, enchimento de grãos e maturação. A estimativa é de 387.697 hectares plantados e produtividade média projetada em 2.322 kg por hectare. As condições, porém, variam entre as regiões, principalmente em relação à sanidade, ao potencial produtivo e à qualidade dos grãos.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, a incidência de doenças, especialmente ferrugens, permanece elevada em algumas áreas do estado. Na região administrativa de Bagé, em Maçambará, as lavouras apresentam alta severidade de ferrugem da folha. A condição deve impactar de forma significativa o potencial produtivo de algumas áreas.
Dos 1.044 hectares cultivados no município, 10% estão em maturação. Algumas lavouras foram dessecadas e destinadas ao plantio de soja devido à inviabilidade econômica da colheita dos grãos. Em Frederico Westphalen, os cultivos apresentam desenvolvimento adequado. Do total, 30% da área está em enchimento de grãos, 55% em maturação e 15% já foi colhida.
Na região de Ijuí, mais de 50% da área cultivada está no final do enchimento de grãos e avança para a maturação. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as condições de umidade afetaram a qualidade dos grãos colhidos. Os produtos apresentam coloração escura, elevada acidez e peso do hectolitro (PH) inferior a 50. A condição dificulta a comercialização para a indústria de alimentos. Em Passo Fundo, por outro lado, 100% das lavouras estão em enchimento de grãos e apresentam boas condições sanitárias.
As condições climáticas também provocaram danos em diferentes áreas produtoras de aveia-branca. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, cultivos de diversos municípios da região de Santa Maria foram atingidos por fortes chuvas, ventos e granizo.
Em Santiago, pelo menos 50 hectares registraram perdas de produtividade estimadas em 80%.
Em Santa Rosa, ainda existe uma área significativa em início de exposição das panículas. A previsão é de que a maturação ocorra somente na segunda quinzena de outubro. As lavouras implantadas mais cedo, porém, devem ser colhidas nos próximos dias.
Também foram observados casos de tombamento de plantas, principalmente em locais com maior ocorrência de ventos. O problema pode dificultar a colheita e resultar em produtividade abaixo da esperada. Em alguns casos, as lavouras podem ser destinadas à cobertura do solo.
Na região de Soledade, 3% das lavouras estão em florescimento, 92% em enchimento de grãos, 4% no início da maturação e 1% já foi colhida. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as condições fitossanitárias são variáveis entre as áreas. Há cultivos com ótima sanidade, enquanto outros apresentam alta incidência de doenças fúngicas, principalmente ferrugens. De modo geral, as lavouras apresentam bom padrão. As janelas de maior radiação solar têm favorecido a evolução da cultura.
