
A colheita de milho nos Estados Unidos alcançou 18% da área estimada até 27 de setembro, avanço de 5 pontos percentuais na semana, enquanto a produção projetada recua 7,17% em relação ao recorde da safra 2025/26. Segundo dados divulgados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base em dados do USDA, o ritmo dos trabalhos supera o registrado no mesmo período do ciclo anterior.
Segundo dados divulgados pelo Imea, até 27 de setembro, os produtores norte-americanos haviam colhido 18% dos 35,82 milhões de hectares estimados. O avanço foi de 5 pontos percentuais em apenas uma semana e deixou o ritmo 1 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra 2025/26. O andamento mais acelerado foi favorecido pelo avanço da maturação das lavouras e pelo clima seco. A menor umidade dos grãos proporcionou condições mais favoráveis para a entrada das máquinas e o avanço dos trabalhos no campo.
Apesar do avanço da colheita, a qualidade das lavouras permaneceu estável na última semana. Segundo dados divulgados pelo Imea, 57% das áreas foram classificadas em condições boas ou excelentes. O percentual, porém, está 9 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. O resultado evidencia um cenário produtivo menos favorável para a atual safra norte-americana.
A condição das lavouras também tem reflexos sobre o desempenho produtivo. Segundo dados divulgados pelo Imea, a menor qualidade observada ao longo do desenvolvimento da cultura tem se refletido nos rendimentos das áreas. Nesse cenário, a produtividade esperada contribui para uma projeção de produção inferior à registrada no ciclo anterior.
A produção de milho dos Estados Unidos está estimada em 401,33 milhões de toneladas. O volume representa queda de 7,17% em relação ao recorde alcançado na safra 2025/26. Segundo dados divulgados pelo Imea, com base nos dados do USDA, a redução é reflexo da menor área semeada e da perspectiva de menor produtividade. Mesmo com a retração, a produção projetada permanece como a segunda maior da história do país.
O clima seco tem desempenhado papel importante no ritmo da colheita. Além de favorecer o avanço da maturação das plantas, a ausência de excesso de umidade contribuiu para reduzir a umidade dos grãos. Com melhores condições para as operações de campo, os produtores conseguiram acelerar a retirada do milho das áreas.
