
O mercado internacional de commodities agrícolas registrou perdas na semana encerrada em 13 de outubro, com destaque para a desvalorização do trigo e do milho nos Estados Unidos. Segundo levantamento do Rabobank, o índice S&P GS AG recuou 2,9% no período, já que as quedas em diferentes produtos superaram os ganhos do óleo de palma, farelo de soja, cacau, açúcar e bovinos.
O trigo duro de inverno (HRW), negociado na Bolsa de Kansas, caiu 5,8%. A alta dos estoques norte-americanos e as perspectivas menos favoráveis para as exportações reforçaram as preocupações com a competitividade dos Estados Unidos, mesmo diante de uma oferta doméstica considerada restrita. Os fundos de investimento venderam 6.649 contratos líquidos, reduzindo a posição comprada para 17.391 contratos.
No milho, a baixa chegou a 5% na Bolsa de Chicago. O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu o mercado ao indicar produtividade maior para a safra norte-americana, ampliando a pressão que já vinha dos estoques acima do esperado na semana anterior. Os fundos venderam 8.642 contratos líquidos, mas ainda mantiveram saldo comprado de 230.877 contratos.
O farelo de soja seguiu caminho contrário, com valorização de 2,4% em Chicago. A demanda firme para alimentação animal e a disponibilidade restrita do derivado sustentaram os preços no mercado físico, apesar da oferta abundante de soja em grão. Mesmo com a alta, os gestores reduziram suas posições em 673 contratos líquidos, encerrando a semana comprados em 206.131 contratos.
Para o agronegócio brasileiro, os movimentos reforçam a importância de acompanhar as referências internacionais, especialmente diante da pressão sobre os cereais e da valorização do farelo de soja.
