Pular para o conteúdo Pular para a barra lateral Pular para o rodapé

Plantio de feijão avança de forma desigual no RS

O plantio de feijão da primeira safra avança em ritmos diferentes no Rio Grande do Sul, limitado pela elevada umidade do solo e pelas temperaturas amenas, que também desaceleram o desenvolvimento inicial das plantas. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (08), o Estado tem previsão de cultivar 24.587 hectares, enquanto o preço médio da saca de 60 quilos subiu 3,97% na última semana.

As lavouras comerciais de feijão estão em fase de implantação, enquanto os plantios destinados à subsistência já foram concluídos nas zonas de menor altitude. O excesso de umidade no solo e as temperaturas amenas, porém, têm restringido o ritmo da semeadura e desacelerado o crescimento inicial em parte das áreas.

As lavouras já implantadas estão em desenvolvimento vegetativo, com crescimento expressivo das folhas e alterações na arquitetura das plantas em decorrência das temperaturas mais baixas. Também foi observado aumento localizado da incidência de insetos-praga. A Emater/RS-Ascar projeta o cultivo de 24.587 hectares de feijão na primeira safra, com produtividade inicial estimada em 1.759 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a semeadura permaneceu em 62%, sem avanço no período analisado. As plantas estão em desenvolvimento vegetativo, com folhas grandes e encurtamento dos entrenós.

A região também registrou aumento da incidência de diabrótica, inseto-praga que exige atenção dos produtores durante o acompanhamento das lavouras.

Em Pelotas, o plantio alcançou 5% da área estimada para a safra. Os primeiros cultivos estão concentrados nos municípios de Pelotas, Amaral Ferrador, Herval e São Lourenço do Sul.

Na região administrativa de Soledade, os plantios destinados à subsistência familiar já foram concluídos no Baixo Vale do Rio Pardo, onde o cultivo comercial tem pouca expressão.

No Centro Serra e no Alto da Serra do Botucaraí, as áreas comerciais estão predominantemente preparadas, e algumas já foram semeadas. Entretanto, a elevada umidade do solo dificulta o avanço das operações, enquanto as temperaturas amenas e frias reduzem o crescimento inicial das plantas. No conjunto da região de Soledade, a área semeada alcança 30%.

Além das condições de campo, o mercado registra valorização do feijão. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar em seu levantamento semanal de preços, o valor médio estadual da saca de 60 quilos aumentou 3,97%, passando de R$ 196,78 para R$ 204,60. A evolução das cotações ocorre enquanto o plantio da primeira safra segue condicionado pelas condições de umidade do solo e pelas temperaturas, que influenciam o ritmo das operações e o desenvolvimento inicial das lavouras.

A MM Cereais trabalha com os melhores grãos do mercado e também deixa você por dentro das últimas novidades e análises sobre do agronegócio.
Não se esqueça de seguir nossas redes sociais.

Acessar Fonte da Notícia