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Brasil mira ampliação das exportações de proteína animal para a Coreia do Sul

Os acordos comerciais firmados entre Brasil e Coreia do Sul tiveram um novo impulso na terça-feira (24), com prioridade para a ampliação do acesso das proteínas animais brasileiras ao mercado asiático. Em reunião realizada em Gimcheon, a comitiva do Ministério da Agricultura concentrou as discussões em habilitações de plantas frigoríficas, auditorias sanitárias e ampliação de escopos, etapas técnicas consideradas decisivas para destravar embarques de carnes e derivados ao país asiático.

Foto: Caio Aquino/Mapa

No segmento de carne de aves, 15 plantas brasileiras já aprovadas pelo órgão sul-coreano de segurança alimentar seguem sob análise da Animal and Plant Quarantine Agency (APQA). A expectativa é de que haja um posicionamento até meados de março. O avanço é estratégico, já que a Coreia do Sul é um mercado de alto valor agregado e rigor sanitário, o que pode fortalecer a presença brasileira na Ásia.

Para ovos e ovoprodutos, o Brasil apresentou proposta de Certificado Sanitário Internacional (CSI), atualmente em avaliação pelas autoridades coreanas. O retorno é aguardado nos próximos meses e pode representar nova frente de exportação para o setor, que busca diversificar destinos diante da volatilidade global.

A carne suína também esteve no centro das negociações. Está em análise a ampliação do escopo para todo o território brasileiro, passo considerado essencial para consolidar o acesso ao mercado sul-coreano. A decisão deverá ser anunciada pelo Ministry of Agriculture, Food and Rural Affairs (MAFRA) e pode ser seguida de inspeção in loco. Além disso, há previsão de missão técnica no segundo semestre para habilitar seis estabelecimentos brasileiros, sendo três frigoríficos de suínos e três unidades produtoras de farinhas.

Já a carne bovina foi tratada como prioridade pela delegação brasileira. O Brasil defendeu a realização de auditoria técnica e reiterou que

Foto: Caio Aquino/Mapa

está pronto para receber missão coreana no menor prazo possível. A abertura ou ampliação desse mercado é vista como estratégica, especialmente diante da crescente demanda asiática por proteína vermelha.

Novas habilitações

A reunião ocorreu com o comissário Choi Jung-Rok, da APQA, e integra uma agenda mais ampla de aproximação sanitária entre os dois países. Além das proteínas animais, foi confirmada para setembro uma missão técnica sul-coreana para inspeção de áreas produtoras de uvas, etapa necessária para habilitar a fruta brasileira ao mercado da Coreia do Sul.

Foto: Caio Aquino/Mapa

Durante o encontro, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, destacou que o Brasil está disposto a receber auditorias e missões técnicas a qualquer tempo, reforçando a estratégia de ampliar acesso com base em critérios sanitários e transparência regulatória.

Também foram mencionados dois Memorandos de Entendimento na área agrícola, assinados recentemente, que dão suporte institucional às negociações técnicas em curso.

A sinalização das autoridades coreanas nas próximas semanas será determinante para medir o ritmo de abertura do mercado, especialmente para aves e suínos, segmentos que concentram maior expectativa imediata de avanço.

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