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A safra brasileira de soja 2026/27 entra em outubro com ritmos diferentes de plantio e problemas climáticos praticamente opostos entre algumas das principais regiões produtoras do país.
No Sul, especialmente no Paraná, o excesso de chuva já provocou interrupções na semeadura, episódios de granizo e dificuldades no estabelecimento inicial de algumas áreas. Em Mato Grosso, por outro lado, as precipitações melhoraram a condição de umidade em parte do estado, mas ainda apresentam distribuição irregular e mantêm produtores aguardando volumes mais consistentes antes de acelerar os trabalhos.
O contraste ajuda a explicar por que o avanço da safra ocorre de maneira tão desigual neste início de ciclo. Levantamento da AgRural divulgado no último domingo mostrou o Paraná isolado na dianteira do plantio nacional, enquanto Mato Grosso aparecia bem atrás justamente pela irregularidade das chuvas. Até 24 de setembro, 3,4% da área brasileira estimada estava semeada, contra 1,2% uma semana antes e 3,2% no mesmo período do ano passado.
Na atualização seguinte, divulgada pela Conab e publicada pelo Notícias Agrícolas, o plantio em Mato Grosso já havia acelerado para 3,9% após as chuvas permitirem avanço principalmente no Médio-Norte, Oeste e Sudeste. A própria previsão agrometeorológica, porém, ainda indicava risco de nova restrição hídrica em algumas áreas já implantadas.
