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Rice production advances in Rio Grande do Sul, but analyst warns about the harvest.

Planting rice irrigado ganhou ritmo no Rio Grande do Sul, mas o avanço da área semeada ainda não garante o estabelecimento das lavouras nem o potencial produtivo da safra 2026/27. Segundo o analista da cadeia de rice Sergio Cardoso, com base em levantamento do Instituto Rio Grandense do rice (IRGA) divulgado nesta quinta-feira (22), o excesso de umidade e as temperaturas desfavoráveis podem comprometer a emergência de plantas em algumas regiões.

Em sete dias, a área semeada passou de 317.405 para 423.167 hectares, um acréscimo de 105.762 hectares. Com isso, o estado atingiu 49,10% dos 861.779 hectares previstos para a temporada.

A Fronteira Oeste concentra a maior área já semeada, com 189.291 hectares, equivalentes a 76,45% da intenção regional. A Zona Sul lidera em percentual de execução, com 82,55%, ou 120.013 hectares. Na Campanha, a semeadura passou de 12.171 para 41.097 hectares em uma semana.

Apesar do ritmo mais intenso, Cardoso chama atenção para a diferença entre semear e obter uma população adequada e uniforme de plantas. Na Fronteira Oeste, já são observadas dificuldades de emergência em algumas áreas, relacionadas às condições de umidade e temperatura. O IRGA também aponta que a umidade dificulta a semeadura em linha em determinadas regiões, enquanto o sistema pré-germinado favorece o avanço dos trabalhos.

Ainda restam aproximadamente 438 mil hectares a semear. Para o analista, acompanhar a área com emergência satisfatória e a eventual necessidade de replantio permitiria avaliar melhor o potencial da safra. O rendimento dependerá não apenas do ritmo do plantio, mas do desenvolvimento efetivo das lavouras nas próximas semanas.
 

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