
Os mercados de grãos iniciam a segunda-feira (5) em alta nos Estados Unidos, em um movimento de recuperação após as perdas registradas nas últimas semanas. Segundo a TF Agroeconômica, as valorizações do wheat, from the soy and of corn ainda enfrentam fatores de pressão relacionados ao câmbio, ao avanço da colheita norte-americana e à demanda internacional.
O trigo sobe com compras de fundos após semanas de quedas expressivas. A guerra entre Rússia e Ucrânia continua sendo o principal fator de sustentação, diante dos ataques constantes e das restrições às exportações pelo Mar Negro. O retorno da Arábia Saudita ao mercado também favorece a recuperação. Em contrapartida, a valorização do dólar frente ao euro reduz a competitividade do trigo dos Estados Unidos, cujas exportações seguem abaixo do habitual.
Em Chicago, a soja avança na sessão noturna, apoiada pela cobertura de posições e pela recuperação dos preços do óleo. Entretanto, a previsão de tempo seco no cinturão agrícola norte-americano favorece a colheita e pode limitar os ganhos.
O mercado também aguarda novas vendas à China, que permanece em feriado até quinta-feira. Analistas privados projetam compras chinesas de 25 milhões de toneladas de soja dos Estados Unidos até o fim do ano. Além disso, o diesel mais caro pode estimular o armazenamento dos grãos pelos produtores, reduzindo a oferta imediata.
O milho registra leves altas após cair mais de 5,50% na semana passada, pressionado por estoques superiores ao esperado. Compras de oportunidade e a menor disposição dos produtores para vender sustentam a reação, embora o clima favorável à colheita limite os ganhos.
Entre os indicadores, o dólar futuro brasileiro recua 0,03%, a R$ 5,2540, enquanto o petróleo Brent sobe 0,06%, a US$ 102,66. O índice dólar avança 0,32%. No Cepea, as cotações chegam a R$ 1.553,71 por tonelada no Paraná e R$ 1.454,52 no Rio Grande do Sul.
