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Tariff keeps South American soybeans competitive in Asia.

A China deve manter uma demanda elevada por soy importada em 2026/27, mas com uma composição de fornecedores diferente da observada em anos anteriores. Enquanto as compras dos Estados Unidos avançam dentro dos compromissos assumidos no acordo de Busan, a tarifa retaliatória de 10% sobre o produto americano continua favorecendo origens sul-americanas, com destaque para o Brasil.

Segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, a produção chinesa de soja deve recuar levemente para 20,1 milhões de toneladas em 2026/27, refletindo a redução da área plantada. Até 13 de agosto, dados de exportação dos EUA indicavam que a China havia comprado ou embarcado 12,9 milhões de toneladas referentes ao compromisso de 2025/26 e adquirido outras 5,7 milhões de toneladas da nova safra para entrega em 2026/27.

Ao mesmo tempo, o Brasil ampliou sua presença no mercado chinês. Entre junho e agosto de 2026, os embarques brasileiros para a China superaram 10 milhões de toneladas por mês, atingindo volumes recordes. Nas últimas semanas, porém, a redução da oferta brasileira e a alta dos preços levaram compradores comerciais a buscar cargas adicionais na Argentina e no Uruguai.

O relatório estima que os estoques comerciais acumulados ao longo do verão, somados às compras recentes, serão suficientes para abastecer o mercado chinês até meados de dezembro. As importações totais de soja em 2026/27 são projetadas em 108 milhões de toneladas, abaixo das 112,6 milhões estimadas para 2025/26. A expectativa é de crescimento mais lento da demanda nos próximos anos, acompanhando a menor expansão do consumo de farelo de soja, enquanto safras fortes no Brasil e na Argentina devem manter os preços de importação competitivos.

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