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Soja aumenta 8,26% em valor com safra recorde e pressão de preços em 2025

O valor bruto da produção de soja cresceu 8,26% em 2025, sustentado pelo aumento de 13,35% na produção, apesar da queda de 4,49% nos preços na comparação com o ano anterior. O resultado reflete uma safra recorde no ciclo 2024/25, impulsionada pela ampliação da área cultivada e pelo avanço da produtividade, de acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Foto: Antonio Neto

O desempenho produtivo foi favorecido por condições climáticas adequadas e pelo uso intensivo de tecnologia no campo, com maior padronização de práticas de manejo e ganhos operacionais nas propriedades. A combinação desses fatores elevou a oferta do grão no mercado interno e externo ao longo do ano.

No primeiro trimestre, o avanço da colheita pressionou os preços, ampliando a disponibilidade no mercado. Ainda assim, o ritmo de negociações foi limitado pela cautela dos compradores diante da expectativa de uma safra elevada. Em março, as transações ganharam força, impulsionadas pela demanda externa e pela maior oferta doméstica.

Photo: Jaelson Lucas

Nesse período, o Brasil concentrou parte relevante da demanda global, favorecido pela ampla disponibilidade de soja e por mudanças no ambiente comercial internacional. Os prêmios de exportação atingiram os maiores níveis desde 2022, estimulando vendas e embarques. A desvalorização do real frente ao dólar também aumentou a competitividade do produto brasileiro no exterior.

No segundo trimestre, os preços avançaram nos mercados interno e internacional, sustentados pela demanda global e pela expectativa de maior participação da China nas compras. No mercado doméstico, a ampliação da mistura de biodiesel ao diesel reforçou a demanda pelo grão destinado ao processamento. Ainda assim, a liquidez foi limitada por prêmios de exportação mais baixos e pela volatilidade cambial.

No terceiro trimestre, as cotações mantiveram trajetória de alta, apoiadas pela demanda interna e externa, pela disputa entre indústrias e

Photo: Disclosure/OPR Archive

exportadores e pela redução dos custos de frete. Em setembro, houve recuo dos preços com a entrada da safra dos Estados Unidos, o início do plantio no Brasil e a movimentação cambial, embora os níveis tenham permanecido elevados.

No quarto trimestre, os preços apresentaram recuperação moderada e maior volatilidade no mercado interno. A demanda externa seguiu aquecida, enquanto a menor oferta no mercado disponível e os atrasos no plantio da nova safra, influenciados por condições climáticas, contribuíram para sustentar as cotações até o fim do ano.

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