
A produção de morango avança em diferentes regiões do Rio Grande do Sul, com aumento da oferta em algumas áreas e redução em outras devido às condições meteorológicas. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar no Informativo Conjuntural de quinta-feira (20), doenças fúngicas, geadas e excesso de umidade exigem atenção dos produtores, enquanto os preços recuaram na região de Caxias do Sul.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, as plantas apresentam elevada carga de frutos em desenvolvimento, indicando potencial expressivo de colheita nas próximas semanas.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as lavouras implantadas no primeiro semestre apresentam excelente estado vegetativo e produtivo, contribuindo para a manutenção de um volume de produção considerado normal para o período. No manejo fitossanitário, ainda há incidência de oídio e podridões de frutos, que exigem monitoramento e controle contínuos. A geada registrada em 10 de agosto afetou pontualmente os cultivos, principalmente nas fileiras laterais mais expostas.
O abastecimento de estabelecimentos como restaurantes ocorre majoritariamente com frutos provenientes de outros estados, principalmente de Minas Gerais. Na última semana, os preços recebidos pelos produtores de Caxias do Sul recuaram. Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, o valor da bandeja de 250 gramas comercializada para as Ceasas caiu de R$ 7,50 para R$ 6,88. Para intermediários e mercados, os preços variaram entre R$ 20,00 e R$ 30,00 por quilo. Nas vendas diretas ao consumidor, as cotações ficaram entre R$ 25,00 e R$ 50,00/kg. Já os frutos congelados foram comercializados entre R$ 15,00 e R$ 20,00/kg.
Na região administrativa de Pelotas, as condições meteorológicas das últimas semanas prejudicaram o desenvolvimento das plantas e provocaram redução expressiva da oferta.
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, há incidência de doenças fúngicas como oídio, antracnose e mofo-cinzento (Botrytis cinerea), além da presença de ácaros. O cenário exige intensificação das medidas de controle nas lavouras. Os fortes ventos registrados na última semana também levaram os produtores a concentrar esforços na recuperação das estruturas de túneis e estufas. Os preços oscilaram entre R$ 25,00 e R$ 50,00/kg, conforme a qualidade dos frutos. O produto congelado foi comercializado a R$ 15,00/kg.
Na região de Santa Rosa, a cultura está nos estádios vegetativo e reprodutivo, com emissão de inflorescências, início de frutificação e adequado desenvolvimento vegetativo. Porém, as precipitações frequentes e a elevada umidade relativa do ar criaram condições favoráveis à incidência e disseminação de doenças fúngicas, especialmente o mofo-cinzento (Botrytis cinerea).
Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, as condições meteorológicas adversas têm dificultado a realização dos manejos preventivos e curativos. Com isso, aumenta a pressão de inóculos e o risco de perdas econômicas para os produtores.
Na região de Soledade, a produção de morango se intensifica, embora as condições meteorológicas permaneçam desfavoráveis à cultura. Nesse cenário, o sabor e a coloração dos frutos estão relativamente prejudicados. A elevada umidade relativa do ar também favorece doenças como mofo-cinzento (Botrytis cinerea) e mancha-de-micosferela (Mycosphaerella fragariae). Segundo dados divulgados pela Emater/RS-Ascar, os produtores adotam estratégias preventivas que incluem a aplicação de caldas e bioinsumos. As práticas também envolvem podas para melhorar a aeração das plantas e adubação equilibrada, buscando evitar a entrada e a disseminação de doenças nas lavouras.
