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O Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária) divulgou relatório apontando atualizações sobre a comercialização das principais safras do estado, como milho, soja e algodão.
No caso do cereal, as vendas da safra 2025/26 avançaram 1,48 ponto percentual ao longo de maio, fechando o mês com 47,32% da produção estimada já comercializada, patamar 1,02 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra passada.
“O ritmo é sustentado pela maior disponibilidade do cereal no mercado, levando os produtores a intensificarem as vendas à medida que a colheita avança. Com isso, a expectativa da elevada oferta tem pressionado as cotações, que fecharam o mês com média de R$ 42,73/sc, queda de 1,69%”, explicam os técnicos do Imea.
Já para a temporada 2026/27, as vendas atingiram 4,77% da produção estimada, com alta de 2,08 pontos percentuais ao longo de maio, avanço reflexo da lateralização dos preços que fecharam na média de R$ 45,39 a saca.
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Para a fibra, a comercialização da safra 2025/26 desacelerou ao longo de maio após meses de forte avanço diante do mercado marcado por maior cautela. “A aproximação da colheita e o ritmo avançado em relação aos últimos anos levaram ao fechamento de contratos pontuais, com os produtores aguardando a definição do volume que de fato irão produzir no ciclo”, relata o Imea.
Com isso, a comercialização avançou 2,97 pontos percentuais no mês, o menor incremento desde agosto/25, alcançando 71,86% da produção projetada, negociada ao preço médio de R$ 132,59/@ no período, alta de 0,55% em relação a abril/26.
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Por fim, a oleaginosa registrou exportação de 4,55 milhões de toneladas em maio/26, volume 14,95% menor do que o registrado em maio/25. “Essa retração é reflexo da redução das compras chinesas, que totalizaram 2,79 milhões de t no mês, queda de 22,74% ante o mesmo período de 2025. Além disso, a maior demanda interna pela oleaginosa no estado contribuiu para absorver parte da oferta disponível, impulsionada pelo avanço do esmagamento para produção de óleo de soja, principal matéria-prima utilizada na fabricação de biodiesel”, diz o relatório.
Apesar do recuo mensal, no acumulado de janeiro a maio/26, as exportações mato-grossenses de soja atingiram 19,85 milhões de toneladas, o maior volume para o período nos últimos cinco anos.
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