{"id":28286,"date":"2026-10-09T21:49:52","date_gmt":"2026-10-10T01:49:52","guid":{"rendered":"https:\/\/mmcereais.com.br\/2026\/milho\/milho-exportacoes-brasileiras-perdem-forca-e-elevam-risco-de-queda-nos-precos\/"},"modified":"2026-10-09T21:49:52","modified_gmt":"2026-10-10T01:49:52","slug":"milho-exportacoes-brasileiras-perdem-forca-e-elevam-risco-de-queda-nos-precos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/2026\/milho\/milho-exportacoes-brasileiras-perdem-forca-e-elevam-risco-de-queda-nos-precos\/","title":{"rendered":"Corn: Brazilian exports weaken, increasing the risk of falling prices."},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.agrolink.com.br\/upload\/imagens-resizes\/6a2230b7fc794104884b0f25f282975d_858x483.jpg\" \/><\/p>\n<div class=\"section-description section-description-noticias mt-3\">\n<p style=\"text-align:justify\">The market of <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/milho?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos%09\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">corn<\/a> enfrenta desafios no Brasil em meio \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, ao aumento da concorr\u00eancia internacional e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do real. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio (CEEMA), o cen\u00e1rio pode dificultar o cumprimento da meta de embarques em 2026 e pressionar as cota\u00e7\u00f5es internas, apesar da demanda nacional.\n<\/p>\n<div id=\"agk_14000_pos_3_sidebar_mobile\" style=\"text-align: center;\" class=\"mb-4\">\n<\/div>\n<div id=\"agk_14000_pos_4_conteudo_desktop\" style=\"text-align: center;\" class=\"d-none d-lg-block mb-md-4\">\n<\/div>\n<p style=\"text-align:justify\">Na Bolsa de Chicago, o bushel de milho voltou a superar US$ 5,00 ao longo da semana. Na quinta-feira (8), v\u00e9spera da divulga\u00e7\u00e3o do novo relat\u00f3rio de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o contrato encerrou cotado a US$ 5,00, ante US$ 5,02 registrados uma semana antes. At\u00e9 4 de outubro, a colheita norte-americana havia alcan\u00e7ado 23% da \u00e1rea semeada, abaixo da m\u00e9dia hist\u00f3rica de 27%. Entre as lavouras ainda por colher, 54% apresentavam condi\u00e7\u00f5es boas a excelentes, 28% estavam em situa\u00e7\u00e3o regular e 18% eram classificadas como ruins a muito ruins.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As exporta\u00e7\u00f5es semanais dos Estados Unidos tamb\u00e9m ficaram pr\u00f3ximas do limite inferior das expectativas do mercado. Na semana encerrada em 24 de setembro, os embarques somaram 536 mil toneladas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Brasil, os pre\u00e7os do cereal permanecem firmes. As principais pra\u00e7as do Rio Grande do Sul registraram cota\u00e7\u00f5es de R$ 62,00 por saca, enquanto, nas demais regi\u00f5es do pa\u00eds, os valores oscilaram entre R$ 52,00 e R$ 63,00 por saca.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A colheita da segunda safra de milho foi encerrada no Brasil. No Mato Grosso do Sul, a produtividade m\u00e9dia chegou a 122,8 sacas por hectare, com produ\u00e7\u00e3o final estimada em 16,2 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para a safra 2025\/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima uma produ\u00e7\u00e3o nacional de 112,1 milh\u00f5es de toneladas, volume ainda sujeito a revis\u00f5es. Na temporada anterior, o pa\u00eds havia produzido 113,2 milh\u00f5es de toneladas. Enquanto isso, o plantio da safra de ver\u00e3o de 2027 alcan\u00e7ou 30,8% da \u00e1rea prevista at\u00e9 2 de outubro. O percentual supera os 29,1% registrados no mesmo per\u00edodo do ano passado e a m\u00e9dia hist\u00f3rica de 27,9%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Apesar da maior disponibilidade do cereal ap\u00f3s a colheita, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras perderam for\u00e7a. Segundo dados divulgados pela Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 5,21 milh\u00f5es de toneladas de milho em setembro, volume 31,1% inferior ao registrado no mesmo m\u00eas do ano anterior. No trimestre de julho a setembro, os embarques somaram 11,8 milh\u00f5es de toneladas, ante 16,8 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 2025, uma queda de quase 30%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De janeiro a setembro, as exporta\u00e7\u00f5es totalizaram 19,7 milh\u00f5es de toneladas, contra 23,3 milh\u00f5es nos nove primeiros meses de 2025. A diferen\u00e7a representa 3,6 milh\u00f5es de toneladas a menos embarcadas neste ano.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Entre os fatores que ajudam a explicar o recuo est\u00e3o a maior concorr\u00eancia internacional, especialmente da Argentina, e a redu\u00e7\u00e3o da demanda iraniana em meio \u00e0 guerra. O Ir\u00e3 \u00e9 apontado como o principal comprador do milho brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Diante desse cen\u00e1rio, a expectativa do mercado para as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras em 2026 caiu de 43 milh\u00f5es para 38 milh\u00f5es de toneladas. Em contrapartida, a Argentina dever\u00e1 colher entre 68 milh\u00f5es e 72 milh\u00f5es de toneladas e espera exportar 43 milh\u00f5es de toneladas entre mar\u00e7o de 2026 e fevereiro de 2027, per\u00edodo correspondente ao seu ano comercial. A valoriza\u00e7\u00e3o recente do real tamb\u00e9m tende a reduzir a competitividade do milho brasileiro no mercado externo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para alcan\u00e7ar a nova meta de exporta\u00e7\u00e3o, o Brasil precisaria acelerar significativamente os embarques nos pr\u00f3ximos meses. A estimativa apresentada pela CEEMA indica a necessidade de exportar cerca de 17 milh\u00f5es de toneladas entre outubro e janeiro, m\u00eas de encerramento do ano comercial brasileiro 2026\/27.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Caso parte da oferta permane\u00e7a no mercado interno por causa do menor volume exportado, os pre\u00e7os nacionais poder\u00e3o sofrer press\u00e3o baixista, mesmo com o aumento da demanda dom\u00e9stica. Nesse contexto, a localiza\u00e7\u00e3o dos compradores e o volume efetivamente adquirido ganham import\u00e2ncia para a forma\u00e7\u00e3o das cota\u00e7\u00f5es. N\u00e3o basta que exista demanda pelo cereal: a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica dessa procura tamb\u00e9m influencia a capacidade de absorver a oferta dispon\u00edvel.\n<\/p>\n<div id=\"agk_14000_pos_4_conteudo_mobile\" style=\"text-align: center;\" class=\"mb-4\">\n<\/div>\n<div id=\"agk_14000_pos_5_conteudo_desktop\" style=\"text-align: center;\" class=\"d-none d-lg-block mb-md-4\">\n<\/div>\n<p style=\"text-align:justify\">Desde 2023, o Brasil se tornou o maior fornecedor de milho para a China. Entretanto, o mercado chin\u00eas vem diminuindo a participa\u00e7\u00e3o do cereal na alimenta\u00e7\u00e3o animal, o que pode limitar o potencial de crescimento das compras brasileiras. Em outubro, o custo estimado do milho brasileiro entregue na China, dentro da cota de importa\u00e7\u00e3o, era de US$ 332,00 por tonelada. O cereal dispon\u00edvel no mercado chin\u00eas custava aproximadamente US$ 360,00 por tonelada, favorecendo a aquisi\u00e7\u00e3o do produto brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A competitividade tamb\u00e9m aparece na compara\u00e7\u00e3o com os Estados Unidos. Mesmo com a retirada de uma tarifa adicional de dez pontos percentuais, o milho norte-americano chegaria \u00e0 China por US$ 349,00 por tonelada pela Costa Oeste e US$ 370,00 pelo Golfo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nessas condi\u00e7\u00f5es, o produto brasileiro permaneceria US$ 17,00 e US$ 38,00 por tonelada mais barato, respectivamente. Isso indica que uma eventual redu\u00e7\u00e3o das tarifas chinesas sobre o milho norte-americano n\u00e3o eliminaria automaticamente a vantagem brasileira. Por outro lado, a Argentina tamb\u00e9m disputa esse mercado com pre\u00e7os competitivos. O custo estimado do milho argentino entregue na China \u00e9 de US$ 313,00 por tonelada, abaixo do valor projetado para o produto brasileiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O principal ponto de aten\u00e7\u00e3o est\u00e1 na composi\u00e7\u00e3o das ra\u00e7\u00f5es utilizadas na China. A participa\u00e7\u00e3o do milho nessas formula\u00e7\u00f5es caiu de 47% em janeiro para 29% em agosto, enquanto trigo, cevada e sorgo passaram a ocupar parte desse espa\u00e7o. Na pr\u00e1tica, as f\u00e1bricas chinesas est\u00e3o recorrendo a outros ingredientes para alimentar os animais. Com isso, a necessidade de milho diminui em compara\u00e7\u00e3o com um cen\u00e1rio em que o cereal mantivesse sua participa\u00e7\u00e3o anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo informa\u00e7\u00f5es atribu\u00eddas \u00e0 Terra Investimentos, at\u00e9 julho a China havia utilizado apenas 1,4 milh\u00e3o de toneladas de sua cota de importa\u00e7\u00e3o de milho, de 7,2 milh\u00f5es de toneladas. A exist\u00eancia de espa\u00e7o dispon\u00edvel na cota, por\u00e9m, n\u00e3o garante que o pa\u00eds realizar\u00e1 compras suficientes para preench\u00ea-la. Assim, embora o milho brasileiro apresente vantagem de pre\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o ao produto norte-americano e ao cereal dispon\u00edvel no mercado chin\u00eas, o efeito sobre as cota\u00e7\u00f5es depender\u00e1 do volume efetivamente importado pelos compradores chineses.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A participa\u00e7\u00e3o brasileira no mercado chin\u00eas tamb\u00e9m envolve produtos que concorrem com o milho na alimenta\u00e7\u00e3o animal. Para 2026, h\u00e1 potencial de exporta\u00e7\u00e3o de 2 milh\u00f5es a 3 milh\u00f5es de toneladas de sorgo brasileiro para a China. Em agosto, as ofertas brasileiras de sorgo variavam entre US$ 300,00 e US$ 310,00 por tonelada, enquanto o produto norte-americano era cotado a US$ 391,00 por tonelada.\n<\/p>\n<div id=\"agk_14000_pos_5_conteudo_mobile\" style=\"text-align: center;\" class=\"mb-4\">\n<\/div>\n<p style=\"text-align:justify\">O Brasil tamb\u00e9m respondeu por 100% dos DDGS importados pela China em 2026 at\u00e9 julho. Os DDGS s\u00e3o coprodutos obtidos durante o processamento de gr\u00e3os para a produ\u00e7\u00e3o de etanol e utilizados como ingredientes para ra\u00e7\u00e3o animal. Essa participa\u00e7\u00e3o corresponde \u00e0s importa\u00e7\u00f5es chinesas de DDGS, e n\u00e3o ao mercado de ra\u00e7\u00f5es como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para a cadeia brasileira do milho, esse movimento tem efeitos distintos. Na China, o uso de ingredientes alternativos pode limitar as compras do cereal. No Brasil, por sua vez, a comercializa\u00e7\u00e3o dos coprodutos pode melhorar a receita das usinas e favorecer economicamente o processamento industrial do milho, contribuindo para sustentar a demanda interna.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O principal indicador a acompanhar, portanto, \u00e9 a convers\u00e3o da vantagem competitiva em compras efetivas. O milho brasileiro tem condi\u00e7\u00f5es de disputar o mercado chin\u00eas, mas o impacto positivo sobre os pre\u00e7os nacionais depender\u00e1 de uma demanda suficiente para absorver a oferta dispon\u00edvel, conforme an\u00e1lise atribu\u00edda \u00e0 Terra Investimentos.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<h6><em>THE <strong>MM Cereais<\/strong> works with the best grains on the market and also keeps you up to date with the latest news and analyses on agribusiness.<br \/>\nDon&#039;t forget to follow our social networks.<\/em><\/h6>\n<p><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/milho--exportacoes-brasileiras-perdem-forca-e-elevam-risco-de-queda-nos-precos_519708.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Access News Source <\/a><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado do milho enfrenta desafios no Brasil em meio \u00e0 desacelera\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es, ao&hellip;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":27697,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[223],"tags":[244,248,255,249,254,250,246,247,256,245,253,252,251],"class_list":["post-28286","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-milho","tag-agrolink","tag-agrotoxicos","tag-artigos-tecnicos","tag-classificados","tag-colunistas","tag-compra","tag-cotacoes","tag-defensivos","tag-eventos","tag-noticias","tag-precos-agricolas","tag-previsao-do-tempo","tag-venda"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28286","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28286"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28286\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27697"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28286"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28286"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/mmcereais.com.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28286"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}