
THE soy encerrou o dia e a semana em alta no mercado internacional, sustentada pela demanda chinesa, pelo avanço dos derivados e por compras técnicas. Segundo dados da Bolsa de Chicago (CBOT), o contrato de setembro subiu 1,57%, a US$ 12,7625 por bushel, enquanto novembro avançou 1,58%, a US$ 12,88 por bushel.
O movimento levou a oleaginosa à máxima de 26 meses e marcou a terceira semana consecutiva de valorização. No acumulado semanal, a soja ganhou 4,12%, enquanto o farelo avançou 6,32% e o óleo de soja subiu 1,94%. O farelo foi favorecido pela expectativa de maior uso na ração animal diante da menor oferta de milho nos Estados Unidos, e o óleo acompanhou a alta do petróleo e propostas de ampliação das cotas de biocombustíveis para 2027.
O USDA informou vendas de 182 mil toneladas de soja para a China e 226 mil toneladas para destinos não revelados da safra 2026/27, além de 200 mil toneladas de farelo para Alemanha e Holanda. O mercado também antecipa manutenção do ritmo de compras chinesas até o encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, previsto para setembro.
No Brasil, os preços mostraram movimentos distintos. No Paraná, o indicador Esalq/B3 de Paranaguá chegou a R$ 159,76 por saca, alta de 3,04%. No Rio Grande do Sul, o excesso de umidade atrasa culturas de inverno e pode reduzir a janela da soja 2026/27. Em Santa Catarina, a demanda da agroindústria sustenta ágios no mercado físico. Mato Grosso do Sul mantém atenção sobre o vazio sanitário, enquanto Mato Grosso enfrenta solo seco e necessidade de 30 a 50 milímetros de chuva antes do plantio. Em parte das praças, porém, as cotações do dia recuaram, mostrando que a reação externa ainda não se refletiu de forma uniforme no mercado interno.
