
THE soy mantém tendência de alta, mas a proximidade de níveis técnicos importantes aumenta a necessidade de proteção nas decisões comerciais. Segundo análise da TF Agroeconômica, o momento favorece estratégias que transformem parte da valorização em margem, sem abandonar totalmente a possibilidade de novas altas.
Para os agricultores, a recomendação central é escalonar as vendas. A orientação é fixar uma parcela da produção nos preços atuais e manter outra parte aberta, acompanhando Chicago perto de 1.300 centavos por bushel. Se esse nível for rompido com confirmação, a participação aberta pode ser ampliada. Em caso de rejeição, a indicação é reforçar vendas e proteções.
Cooperativas e cerealistas também devem reduzir a exposição dos estoques. A alta melhora o valor da soja armazenada, mas uma correção pode retirar margem rapidamente. A recomendação é ampliar a cobertura gradualmente, usar hedge na CBOT, monitorar basis e prêmios e evitar posições físicas excessivas sem proteção. Para novas compras, cerealistas devem considerar armazenagem, custo financeiro, frete, risco de basis e hedge.
Nas indústrias esmagadoras, o foco deve estar na margem de processamento. A orientação é comprar soja de forma escalonada e proteger farelo e óleo quando a margem estiver favorável. Já as indústrias de ração enfrentam risco de pressão conjunta de milho e farelo, o que reforça a necessidade de cobrir demandas em períodos de 30, 60 e 90 dias, sem concentrar compras.
O cenário segue altista, mas com risco de realização de lucros. Para toda a cadeia, a recomendação é participar da alta com proteção, sem deixar posições totalmente expostas à expectativa de novos avanços.
