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Queda externa da soja e recuo do dólar pressionam cotações no Brasil

As cotações internacionais da soja recuaram no início de abril, influenciadas pelo aumento da oferta na América do Sul e pelas projeções de expansão de área nos Estados Unidos. Segundo pesquisadores do Cepea, esse movimento foi transmitido ao mercado brasileiro e ainda intensificado pela desvalorização do dólar frente ao real.

Até então, os preços vinham se mantendo firmes, sustentados pelo conflito no Oriente Médio e pela valorização expressiva do óleo de soja. Com a mudança no cenário externo e a variação cambial, a pressão baixista ganhou força nas negociações domésticas do grão.

No mercado de derivados, o comportamento é distinto. O óleo de soja segue valorizado no Brasil, operando em patamares semelhantes aos observados em novembro do ano passado. De acordo com o Cepea, a sustentação dos preços está diretamente ligada à demanda aquecida para a produção de biodiesel.

Já o farelo de soja continua em trajetória de queda. Consumidores consultados pelos pesquisadores indicam possuir estoques suficientes até meados de abril e não demonstram necessidade de recomposição imediata. A expectativa desses agentes é de novas desvalorizações nas próximas semanas.

Essa percepção está associada à dinâmica industrial do esmagamento. Para cada tonelada de soja processada, são gerados aproximadamente 190 quilos de óleo e 780 quilos de farelo. Com a maior procura pelo óleo, há tendência de aumento na oferta de farelo no mercado, fator que contribui para a pressão adicional sobre os preços do derivado proteico.

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